TV digital pode não ter interatividade este ano

Os primeiros conversores da TV digital, que chegarão ao mercado no fim do ano, poderão não ter nenhum tipo de interatividade, nem mesmo permitir acesso a e-mails e consulta a saldos do FGTS e INSS, como pretendia o governo. Esse foi um dos pontos discordantes da reunião de ontem do Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, integrado por nove ministros. As primeiras transmissões da TV digital estão previstas para dezembro, na cidade de São Paulo.

Segundo uma fonte que participa das discussões, o governo ainda continuará discutindo para definir qual será o grau de interatividade dos conversores. Esses aparelhos farão a conversão dos sinais digitais em analógicos, permitindo que os telespectadores continuem usando o televisor que têm hoje em casa, mas com um melhora significativa de imagem e som.

A preocupação do governo, segundo essa fonte, é de que um conversor muito complexo possa aumentar o preço do produto para a população. A idéia é permitir um mínimo de interatividade, como usar o conversor para algumas funções de internet, como acesso a serviços de governo, ou dados da previdência social. Por outro lado, se for produzido um conversor muito simples, o consumidor acabará gastando mais para comprar um outro aparelho posteriormente.

Ficou decidido na reunião de ontem que o governo vai financiar o desenvolvimento do software que permitirá a interatividade. Os recursos, que são da ordem de R$ 8 milhões, virão provavelmente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). A empresa que se dedicar a desenvolver o software não poderá ter o monopólio e terá que disponibilizar a tecnologia para toda a indústria. As previsões são de que o desenvolvimento do software leve de quatro meses a um ano.

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