Durou apenas dois dias o rompimento entre Tevez e os corintianos. Ontem à noite, após o treino, quatro representantes das torcidas organizadas – dois da Gaviões da Fiel e outros dois da Camisa 12 – se reuniram com o atacante argentino no estacionamento do Parque São Jorge e uma trégua foi estabelecida. O encontro, agendado pelo empresário do jogador, Adrian Ruocco, demorou apenas 15 minutos

Num primeiro momento, os torcedores quiseram esconder o conteúdo do encontro. Aos poucos, revelaram partes do papo. Viola, que não faz parte da diretoria da Gaviões, mas é presença ativa nas ações da organizada, foi quem conversou com Tevez. O grupo quis saber o motivo do gesto de silêncio feito pelo argentino após o gol contra o Fortaleza, no sábado

?Ele nos disse que estava de cabeça quente com o momento do Corinthians e que fez aquilo para defender os companheiros?, contaram os torcedores. Os torcedores aceitaram e garantiram paz com o ídolo. ?Ficou tudo acertado. E o Tevez garantiu que segue jogando e se esforçando pelo Corinthians?, afirmou Adrian Ruocco

De acordo com o empresário, Tevez entendeu a manifestação dos torcedores. Até os chutes em seu carro na saída do Morumbi, depois do jogo com o Fortaleza. Nesta terça-feira, as marcas da violência ainda estavam estampadas no automóvel do argentino – e os vidros estão trincados e arranhados.

Mesmo assim, a calma de Tevez é evidente. Ele parou, por alguns minutos, para distribuir autógrafos, em grande parte para crianças e adolescentes, na tarde desta terça-feira no Parque São Jorge. Durante o treino, também esbanjou descontração. Brincou, deu gargalhadas e só ficou espantado quando ouviu, em castelhano: ?Carlitos no se vá. Siga a las canchas con el Corinthians?. Os gritos vinham de Gabriel Chiviló, argentino que trabalha no Brasil e é seu fã