O governo da Venezuela está acusando a empresa petrolífera norte-americana Exxon Mobil da prática de um inusitado ?terrorismo judicial?. Segundo Rafael Ramirez, presidente da estatal venezuelana de petróleo, tal afronta se deveu ao pedido de congelamento de ativos no valor de US$ 12 bilhões que a PDVSA possui na Grã-Bretanha, Holanda e nas Antilhas.

A Exxon anunciou tal disposição no final da última semana, reiterando contar com o apoio de tribunais dos respectivos países. Esta seria a forma, segundo a transnacional, de obter o ressarcimento de parte do dinheiro investido na formação do consórcio internacional que realiza a exploração de petróleo na Faixa do Orinoco, região da Venezuela em que avaliações preliminares indicam a existência de reserva superior a 80 bilhões de barris de petróleo.

Especula-se que a reserva tem potencial ainda mais extenso e, se isso for confirmado, a Venezuela passaria a ser o maior produtor mundial de petróleo.

A Exxon resolveu abandonar o consórcio diante da decisão do governo venezuelano de passar à PDVSA, após a nacionalização da exploração de petróleo, o controle acionário de todos os projetos em execução.

Na esteira de mais esse imbróglio, como é de seu feitio e inteiro agrado, o presidente Chávez declarou que se a guerra econômica contra seu país prosseguir, não terá a menor dúvida em ordenar o corte imediato do fornecimento de petróleo para os Estados Unidos.

Por enquanto, não há conhecimento do que pensa Tio Sam a respeito da nova reação bolivariana. Aguardemos.