O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE), disse não acreditar que os aliados do governo consigam retirar as assinaturas necessárias para impedir a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios. "A impressão que tenho, diante do grande número de deputados que assinaram o requerimento, é a de que o governo não terá êxito em retirar as assinaturas", disse Cavalcanti. Ele prometeu que se a CPMI for instalada, a presidência da Câmara dará todas as condições para que ela funcione plenamente.

"É possível manter a CPMI e dar seqüência aos trabalhos da Casa", avaliou, ao lembrar que a Câmara tem 513 deputados dispostos a trabalhar e que apenas uma parte deles vai compor a comissão ? 15 deputados titulares e 15 suplentes. "Esses não vão inviabilizar o trabalho dos outros deputados", garantiu. Cavalcanti afirmou que se o governo não conseguir barrar a CPMI até a meia-noite de hoje, prazo final para a retirada de assinaturas, ela "funcionará em toda a sua plenitude".

Severino Cavalcanti ainda reafirmou que não é contra nem a favor da instalação da comissão: "Sou presidente da Câmara e vou fazer o que a maioria dos parlamentares decidir. Farei a CPMI andar". E disse já ter encaminhado ao corregedor geral da Câmara, deputado Ciro Nogueira (PP-PI), recomendações para que apure as denúncias no caso envolvendo o presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ).