Uma comitiva chinesa com 17 integrantes chega ao Paraná hoje para conhecer detalhes sobre a produção de casulos e seda no Estado. Pela manhã, na Emater, a delegação apresentará as intenções técnicas e comerciais ao governo do Estado por intermédio das secretarias da Agricultura, Planejamento e Tecpar. Também participarão representantes da Associação Brasileira de Fiação de Seda, da Cocamar, da Bratac e da Kanebo, as três grandes produtoras de seda do Paraná. Na sexta-feira, está prevista uma visita a produtores de Astorga e à indústria de fiação da Bratac em Londrina.

O Paraná é o maior produtor nacional de casulos verdes (90%), e responsável por 53% da industrialização, com três grandes indústrias de fiação, a Cocamar (Maringá), a Kanebo Silk do Brasil (Cornélio Procópio) e a Bratac (Londrina). A sericicultura é uma atividade desenvolvida por pequenos produtores, instalados principalmente na região Noroeste. Em 2002/2003 as regiões de Maringá, Umuarama e Paranavaí, juntas, produziram 5,5 milhões de quilos de casulos verdes.

No âmbito social, a cultura do bicho-da-seda contribui expressivamente na fixação do homem do campo por ser uma boa alternativa de diversificação da propriedade, gerando receitas mensais durante oito meses do ano, além de possibilitar um melhor aproveitamento da mão-de-obra ao longo dos meses. Na safra passada a sericicultura gerou cerca de 35 mil empregos diretos e indiretos, segundo o técnico do Deagro – Departamento de Desenvolvimento Agropecuário da Seab encarregado de recepcionar a delegação chinesa ao Paraná, José Carlos Morosini.

Na safra 2002/2003 a atividade foi desenvolvida em 225 municípios paranaenses, com destaque para Nova Esperança, com 557 criadores de casulos verdes. O principal comprador da seda brasileira é o Japão, para onde são exportados 73,2% do total produzido pelo País. Além dos japoneses se destacam ainda como importadores a Índia, Coréia do Sul, França, Estados Unidos, Turquia e Itália. Agora abrem-se grandes possibilidades do mercado se expandir para a China.