Nos próximos cinco anos, o ramo de seguro Vida é o que vai apresentar o maior crescimento dentro do mercado segurador brasileiro. A estimativa é do titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) no Rio de Janeiro, René Garcia.

Se associado aos planos previdenciários geradores de benefício livre (PGBL), o seguro Vida já pode ser considerado como "top de linha" do mercado de seguros nacional. Esses planos permitem que o usuário reduza o valor das contribuições da base de cálculo do Imposto de Renda, limitado a até 12% de sua renda bruta anual.

Só os chamados seguros sociais, criados para famílias de baixa renda, que pagam cerca de R$ 3,00 a R$ 4,00 por mês para os seguros de Vida, acabam gerando um montante em torno de R$ 1,5 milhão em apólices mensais.

"O seguro de vida é um fator de estimulo à inclusão social", avalia o superintendente da Susep. Segundo René Garcia, no Japão, cada pessoa tem em média três seguros de vida, cabendo a decisão de poupar à mulher japonesa. Naquele país, o mercado de seguros representa uma fatia superior a 27% do Produto Interno Bruto(PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas.

Já no Brasil, a participação do mercado é de apenas 3,4% do PIB. A expectativa, porém, é a de que, em dez anos, atinja cerca de 7%. O superintendente da Susep lembra que recentemente foi a aberta a possibilidade de renegociação dos seguros individuais, que tinham perdido espaço para apólices coletivas na época de instabilidade econômica.

Esse modelo antigo ficou muito caro e acabou desaparecendo com o advento do novo Código Civil, promulgado em 2003. Para os analistas, o atual ambiente é muito favorável ao crescimento de seguro Vida individual no país, devido à estabilidade econômica e à necessidade de um produto que funcione como garantia contra eventuais incertezas.

A Susep é o órgão responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguro, previdência privada aberta, capitalização e resseguro. Criada em 1966, funcionada como autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda.