“Era uma questão de tempo e não foi fácil. Tenho somente que agradecer a todos que de alguma forma nos ajudaram “, assim definiu na humildade Tina Gabriel, irmã de Renata Muggiati, morta no dia 12 de setembro de 2015, ao comentar em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (10), a decisão que médico Raphael Suss Marques vai ser julgado por um júri popular.

+Leia também: Polícia na cola de envolvidos com pedofilia em bairros de Curitiba e região

O advogado que defende a família Muggiati, Cláudio Daledonne Júnior, classificou o momento como um marco para a sociedade paranaense ” Ficou comprovado que o autor era um dominador e com distúrbios violentos. A Renata vendia vida e queria um parceiro, ter filhos. É um caso sofrido para a toda a família e de muita resistência. Quantas mulheres morreram assim e inaugura-se outra forma de perícia “, ressaltou o advogado.

Sem data

Não existe data e nem previsão para que ocorra o júri popular. A defesa do acusado pode ainda recorrer a decisão da juíza Taís de Paula Scheer. Mesmo não sabendo quando será esta nova fase do processo, Dalledone afirma que está pronto para defender os interesses do cliente. ” No Tribunal, a sociedade vai decidir. Temos farta documentação com convicção da autoria e principalmente da materialidade. Renata foi assassinada por ser mulher e sem motivo.”

+ Leia ainda: “Devia ter ouvido minha mãe”, diz cliente de loja assaltada no São Braz

Raphael continua preso desde fevereiro deste ano. O médico estava proibido pela Justiça de frequentar bares, mas foi visto em um torneio de pôker no dia em que faltou a uma audiência do processo apresentando uma falsa justificativa. O suspeito irá responder por homicídio qualificado, lesão corporal e fraude processual.

Após roubar, ameaçar e extorquir traficante, policias são presos em Curitiba e região