O médico Raphael Suss Marques, acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati irá a Juri Popular. A decisão, publicada nesta quarta-feira (09), aponta que o então namorado da atleta irá responder pelos crimes de fraude processual, homicídio qualificado e lesão corporal. O médico segue preso desde fevereiro deste ano.

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Raphael Suss Marques, acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015. Foto: Giuliano Gomes/Arquivo.
Raphael Suss Marques, acusado de matar a fisiculturista Renata Muggiati, em setembro de 2015. Foto: Giuliano Gomes/Arquivo.

O crime

Renata Muggiati morreu na madrugada do dia 12 de setembro de 2015, quando caiu do 31º andar de um prédio da Rua Visconde do Rio Branco, na esquina com Comendador Araújo, no Centro de Curitiba. Na noite do crime, Raphael Suss Marques teria dito à Polícia Militar (PM) que a mulher se jogou do prédio, porém, a DHPP desconfiou e encontrou elementos que pudessem acusa-lo de asfixiar e depois jogar o corpo da atleta pela janela, simulando então um suicídio.

Pouco depois da morte, os laudos sobre a morte se contradiziam: Enquanto outros exames diziam que ela tinha sido assassinada, pois ela já estaria morta quando foi jogada pela janela do apartamento, o laudo de necropsia, feito por Daniel Colman, dizia que ela morreu quando caiu ao solo, ou seja, que estava viva quando despencou do prédio.

Não demorou muito e Raphael foi preso pela DHPP e, na época, negou o homicídio. Ele se defendeu dizendo que a mulher sofria de depressão e que já tinha tentado suicídio outras duas vezes. O corpo de Renata foi exumado, a junta médica concluiu o homicídio com um novo exame, e Raphael, que foi preso algumas vezes novamente, ficou detido até agosto de 2017, quando conseguiu o direito de responder ao processo em liberdade.

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