Jean Stannelay Martins, 29 anos, e Carlos Alberto Padilha da Silva, 26 anos, ambos foragidos da Justiça, foram presos pelos policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), da Polícia Civil. A prisão aconteceu na última quarta-feira (10), mas só foi divulgada nesta sexta-feira (12). Um deles, o Carlos, é suspeito de um homicídio brutal no Norte pioneiro do Paraná.

As prisões aconteceram nos bairros Portão e Sítio Cercado, em Curitiba. De acordo com a polícia, Jean era o único alvo da “Operação Cangaço” – desencadeada pela 18ª SDP, em janeiro de 2016 – que ainda estava foragido. O homem é suspeito de integrar uma associação criminosa especializada em mais de 20 roubos a bancos e caixas eletrônicos no estado.

O rapaz foi preso depois de um trabalho intenso dos policiais civis que trocaram informações com outras forças de segurança. Jean foi abordá-lo próximo a um supermercado no bairro Portão. “Ele ainda tentou se passar por outra pessoa, apresentando uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) com outro nome”, disse o delegado Rodrigo Brown. Através de consultas no sistema, os policiais logo descobriram a real identidade do suspeito.

Suspeito de assassinato

Em continuidade ao trabalho nas ruas, a equipe foi até a casa de Jean, no bairro Sítio Cercado, onde Carlos foi encontrado. O rapaz, segundo o Cope, tentou fugir ao perceber a presença das equipes, mas não conseguiu. “Ele é suspeito de matar Fabiano Gonçalves, 32 anos, com mais de 20 disparos de arma de fogo, no mês de fevereiro deste ano”.

Conforme o delegado, o homem também era o único foragido de outra ação policial, a “Operação Bala de Prata”, desencadeada pela Polícia Civil de Santo Antônio de Platina, no Norte pioneiro, com o intuito de elucidar homicídios ocorridos nos primeiros meses do ano no município. “O suspeito informou à equipe que havia um revólver de calibre 32 com duas munições intactas escondido no forro da casa – a arma foi apreendida junto de uma balaclava encontrada no interior da residência”.

O delegado suspeita que a arma apreendida com Carlos foi uma das usadas na morte a qual ele responde. O revólver vai ser periciado. A dupla foi encaminhada ao Setor de Carceragem Temporária (Secat) do Cope, onde aguardam presos à disposição da Justiça.