Presos desde a última quarta-feira (31) na delegacia de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, Edison, Cristiane e Allana Brittes – acusados de envolvimento na morte do jogador Daniel Corrêa de Freitas, 24 – aguardam para prestar depoimento que, confirmado pela defesa da família, acontece na segunda-feira (05).

Esperado com expectativa, o testemunho deverá ajudar a elucidar mais alguns detalhes da história que, até agora, suscitou diversas dúvidas sobre o que realmente aconteceu na residência dos Brittes na madrugada de 27 de outubro.

Delegacia de São José dos Pinhais, onde a família Brittes está presa aguardando prestar depoimento. Foto: Átila Alberti/Arquivo/Tribuna do Paraná
Delegacia de São José dos Pinhais, onde a família Brittes presta depoimento. Foto: Átila Alberti/Arquivo/Tribuna do Paraná

Até a manhã desta segunda-feira, a família seguia separada na carceragem de São José dos Pinhais. Conforme explicou a assessoria de comunicação do advogado responsável pela defesa, Claudio Dalledone Junior, desde a prisão, os três tiveram de ser alocados em diferentes cômodos da delegacia. Enquanto Allana e Cristiane estão presas numa cela improvisada, Edison segue detido na carceragem, junto com os demais presos.

Bastante “abatidas”, segundo a assessoria, mãe e filha estão presas numa das salas da unidade, que costuma ser utilizada para a realização de audiências. Para “recebê-las”, o local foi equipado com dois colchões, cobertores, itens de uso pessoal e algumas peças de roupa. O local conta com uma mesa (de uso do escrivão), cadeiras e banheiro reservado.

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Sem contato desde que foram presos, os Brittes se falaram pela última vez no Fórum de São José dos Pinhais, antes da audiência de custódia, na tarde da última quinta-feira (1º). Enquanto Edison Brittes confessou o crime, Allana e Cristiane foram detidas por suposto envolvimento na situação. Sobre as últimas divergências do caso, que vieram à tona depois da divulgação de uma conversa de Whatsapp entre Allana e a mãe de Daniel, na noite do crime, a assessoria de Dalledone reforçou que as afirmações de Allana – dando conta de que Daniel teria saído sozinho da residência – foram uma “tentativa de proteção pessoal e da própria família”.

Presos em caráter temporário, Edison, Cristiane e Allana seguem sob custódia válida por 30 dias, que podem ser prorrogados caso as autoridades policias e jurisdicionais entendam necessário. Enquanto isso, o caso segue sob investigação da Polícia Civil de São José dos Pinhais.

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