A testemunha que depôs no caso da morte do jogador Daniel, na manhã desta quarta-feira (31), na delegacia de São José dos Pinhais, afirmou que o atleta foi espancado antes de ser morto, e que o crime pode ter motivação passional.

Segundo o advogado da testemunha, Jacob Filho, ele contou à polícia que estava em uma boate no Batel, e que de lá seguiram pra casa do suspeito, na Região Metropolitana. A testemunha, que não foi identificada por questões de segurança, relatou que ouviu a esposa do suspeito gritar por socorro, e depois viu a vítima ser espancada, sem roupas, pelo suspeito e outras três pessoas. Por isso a suspeita de que o crime tenha sido passional.

“Eles foram para essa casa, que teria uma festa com o suspeito e mais pessoas. Em determinado momento, Daniel teria ido para um quarto e em seguida uma das mulheres gritou pedindo por socorro. A testemunha viu o Daniel ser espancado, só de cueca e camiseta, e o suspeito e mais três pessoas batendo nele”, relatou Jacob Filho.

Com medo de sofrer represálias, já que o suposto autor do crime procurou as testemunhas para combinar o que seria dito sobre o caso, a testemunha procurou o advogado e se apresentou à polícia.

O advogado relata que seu cliente ouviu o jogador pedir para não ser morto, após apanhar a ponto de não conseguir mais andar. O corpo foi encontrado no domingo (28) na área rural de São José dos Pinhais.

Daniel foi velado nesta quarta em Conselheiro Lafaiete, no interior de Minas Gerais, cidade natal de parte de sua família.

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