A mulher ainda sofre discriminação no mercado de trabalho e um dos indicativos disso é que o salário dela é cerca de 18% inferior ao do homem, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2004.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), também de 2004, apontam crescimento de 4,2% no número de mulheres ocupadas, enquanto entre os homens o número aumentou 2,4%. Naquele ano, 57% dos postos de trabalho gerados foram ocupados por mulheres.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado, enquanto a taxa de desemprego dos homens foi de 7,8%, a das mulheres atingiu 12,4%, nas seis principais regiões metropolitanas do país.

E de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, de janeiro de 2003 a janeiro de 2006 foram gerados cerca de 1,4 milhão de empregos com carteira assinada para mulheres.

Embora a Rais de 2004 aponte aumento real de 2,02% nos rendimentos das mulheres, contra um ganho de 0,83% nos dos homens, o salário das trabalhadoras continua mais baixo. Estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) inclusive derruba o mito de que a mulher tem um custo mais alto para os empregadores do que os homens, devido aos benefícios ligados à maternidade.

No Brasil, de acordo com o levantamento da OIT, o custo não-salarial do trabalho das mulheres é de 1,2% para as empresas. E o pagamento do salário maternidade da mulher não é da empresa, mas da seguridade social.