O fogo está aumentando a intensidade do calor da chapa sobre a qual se esbofa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente licenciado do Senado, para salvaguardar o mandato.

Os demais componentes nem mais se dignam acompanhar a tragicomédia protagonizada pelo colega alagoano, tendo em vista que o interesse momentâneo é decidir quem receberá a láurea de ocupar a cadeira de presidente da instituição.

Renan já permutou o mandato pela renúncia definitiva à presidência da Casa, e a coordenação política da base procura acomodar as várias tendências do PMDB – maior bancada da Casa – cada qual com seu candidato próprio.

Os mais cotados hoje, bafejados pela ótica do Planalto, são os senadores Garibaldi Alves (RN) e José Maranhão (PB), pois os que correm por fora não contam com a simpatia palaciana: Pedro Simon (RS), Gerson Camata (ES) e Edison Lobão (MA).

Simon e Camata são considerados insubmissos à orientação governista, ao passo que o maranhense não é benquisto pelo fato de figurar na quota pessoal do senador José Sarney e ter ingressado no PMDB depois de décadas de militância na Arena, PFL e, por último, no Democratas (DEM).

O parecer do senador Jefferson Peres (PDT-AM) será votado amanhã no plenário, tudo levando a crer que o PT não pingará votos para chegar aos 41 exigidos para assegurar a cassação. Comenta-se que Renan renunciará à presidência antes da votação, nos termos do acordo apalavrado com o Planalto.

Em dezembro, renanzistas premiados com a indulgência do amigo do peito retribuem com a aprovação da CPMF. Ficará tudo como dantes no quartel de Abrantes…