São Paulo – A liberação do porte de armas para uso fora do expediente por gentes penitenciários do estado de São Paulo não resolverá o problema de segurança pública. A avaliação é do  diretor do departamento de saúde do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (Sifuspesp), Luís da Silva Filho. "Isso vai só ajudar os agentes a se defender, mas não vai resolver a situação", disse hoje (11), em entrevista à Agência Brasil. 

Na avaliação dele, o governo paulista não está sendo rápido. "Nossa grande preocupação é que o governo de São Paulo está agindo lentamente. O governo federal já soltou uma portaria, já fez a parte dele. Mas o governo do estado precisa fazer a outra parte. Ele já deveria estar convocando os agentes penitenciários, fazendo o treinamento psicológico".

A portaria que regulamenta a liberação de porte de armas para agentes penitenciários foi assinada pela Polícia Federal e publicada ontem (10) no Diário Oficial da União. Os agentes não podem usar as armas dentro dos presídios, apenas no transporte de presos e no caminho do trabalho para casa. Para obter o porte de armas, eles terão que passar por um treinamento psicológico, aplicado pela Polícia Federal, e técnico, ministrado pelo Exército, pela Polícia Militar ou pela Polícia Federal. Os agentes terão que pagar pelas armas, mas serão isentos do pagamento de impostos e dos treinamentos.

O sindicalista também defende agilidade por parte do poder Judiciário. "As cadeias estão superlotadas, uma situação sub-humana para os presos e para os nossos funcionários. As cadeias estão em péssima qualidade e o número de funcionários está reduzido", afirmou.

Filho disse que está aguardando uma reunião com o secretário estadual de Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, para tratar do assunto.