A campanha dos oito candidatos à Prefeitura de Curitiba custou, ao todo, R$ 16.049.113,36, de acordo com os números oficiais divulgados ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral.

O prefeito reeleito Beto Richa (PSDB) foi o que mais gastou, R$ 6,89 milhões, seguido de perto (bem mais perto que na corrida eleitoral), pela segunda colocada, Gleisi Hofmmann (PT), que gastou R$ 6,46 milhões. Tanto Beto com Gleisi tiveram sobra de campanha (R$ 8 mil para o tucano e R$ 53 mil para a petista), que são depositados no fundo do partido.

Vermelhos

Carlos Moreira (PMDB), Ricardo Gomyde (PCdoB) e Bruno Meirinho (PSOL) encerraram a campanha com dívida – ou seja, no vermelho. O ex-reitor da Universidade Federal do Paraná gastou 2,3 milhões, R$ 300 mil a mais do que arrecadou. Gomyde ficou devendo R$ 30 mil. Ele arrecadou R$ 38,48 mil. Meirinho teve a campanha mais modesta, gastando apenas R$ 25 mil, mas mesmo assim ficou devendo: R$ 914,51. Todos têm até o dia 31 de dezembro para quitar as dívidas e não se tornarem inelegíveis.

Um por cento

Com uma previsão de arrecadação de R$ 14 milhões, Fábio Camargo (PTB) teve de se contentar com menos de 1% dessa quantia, fazendo uma campanha com R$ 130 mil. Ele economizou R$ 2,4 mil. Lauro Rodrigues (PTdoB) e Maurício Furtado (PV) gastaram o mesmo que arrecadaram. Lauro usou R$ 100 mil na campanha, enquanto Furtado gastou R$ 50 mil.