Foto: Aliocha Maurício/O Estado

André Vargas: "A idéia é estarmos todos sintonizados".

A direção nacional do PT está preocupada com o tom da campanha eleitoral do partido nos estados. O secretário adjunto de Política de Comunicação do diretório nacional, Francisco Campos, está percorrendo o País para verificar como está a estrutura do partido nos estados para a campanha às eleições de outubro. Ele afirmou que a preocupação do partido é fazer uma campanha unificada, mas nos velhos moldes petistas: com mais militância e menos marketing.

Campos esteve anteontem em Curitiba, onde se reuniu com os integrantes das executivas municipal e estadual. Na conversa, revelou que o partido terá controle sobre a campanha dos candidatos proporcionais (assembléias legislativas e Câmara Federal) e que a campanha presidencial será tratada à parte. Isto porque o candidato, que deverá ser o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será o representante de uma aliança e que os partidos que a integram também dão a linha dos programas. Já as campanhas proporcionais serão de total responsabilidade do PT que, já na eleição de 2002, ressentiu-se do poder dos marquetólogos, que dominaram as campanhas petistas na disputa municipal de 2004.

Informou que a direção nacional irá produzir cinco minutos do programa do partido que será exibido em abril, no horário dos partidos cedido pela Justiça Eleitoral nas emissoras de rádio e televisão. O conteúdo do diretório é para dar uniformidade ao discurso e a forma dos programas estaduais do PT que irão anteceder a campanha eleitoral.

A partir de agosto, quando começa oficialmente a campanha eleitoral, o partido terá uma linha única de programa. E será a defesa do governo Lula, disse o presidente estadual do partido, André Vargas. "A idéia é estarmos todos sintonizados e o diretório está fazendo um levantamento da situação do Estado", disse o dirigente petista.

Materiais

Vargas afirmou que a tese da campanha unificada começou a ser aplicada a partir de uma cartilha editada pelo PT do Paraná mostrando as ações do governo federal no Estado. "Todos os estados vão fazer essa cartilha agora e, depois, serão produzidos jornais para cada um dos estados, fazendo a defesa do governo Lula", revelou. Em abril, o diretório nacional fará um planejamento estratégico de campanha para todos os diretórios estaduais.