Foto: Lucimar do Carmo/O Estado

Alckmin: carreata cancelada.

O candidato do PSDB à presidência, Geraldo Alckmin, acusou ontem o PT de tentar ganhar a eleição no ?tapetão? devido ao pedido de impugnação de sua candidatura, protocolado no TSE pela coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Alckmin foi acusado de uso indevido dos meios de comunicação. ?Primeiro, acharam que iam ganhar no primeiro turno, por uma margem enorme de votos. Colocaram o salto quinze. Agora, querem ganhar no tapetão?, disse o candidato tucano, em uma rápida escala ontem no início da tarde em São José dos Pinhais.

Alckmin desembarcou por volta das 13h, no Aeroporto Afonso Pena, de onde não saiu. Ele concedeu uma entrevista coletiva, em pé, no saguão do aeroporto, tomou um café num quiosque, cumprimentou cabos eleitorais e, em seguida, retornou a São Paulo. O candidato tucano cancelou a carreata que faria na região sul de Curitiba, justificando que alterou a agenda em solidariedade às famílias das vítimas do acidente com o avião da Gol, em Mato Grosso.

O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), o senador Alvaro Dias (PSDB) e o candidato do PPS ao governo, Rubens Bueno, acompanharam Alckmin no café. O candidato a presidente agradeceu aos eleitores do Paraná. Alckmin comentou que, durante a campanha, o Paraná foi o primeiro estado onde ele ultrapassou o presidente Lula nas pesquisas de intenções de voto.

Certezas

O candidato tucano disse que tem confiança na realização do segundo turno, mas que prefere aguardar. ?Só se deve tirar as sandálias quando se chega à beira do rio. Mas eu acho que o eleitor brasileiro dará um recado ao Lula nas urnas?, declarou Alckmin, que cobrou do governo explicações sobre a origem dos recursos apreendidos pela Polícia Federal e que seriam usados na compra de um dossiê que suspostamente mostraria a ligação do candidato a presidente e do candidato ao governo de São Paulo José Serra com a máfia dos sanguessugas.

Para o candidato tucano, o fato de a Polícia Federal não ter identificado a fonte dos recursos é um sinal de que alguma coisa está sendo ocultada da população. ?Não é possível que quinze dias depois ainda não se tenha informações mínimas. O fato é que estão escondendo alguma coisa?, afirmou.