O PMDB de Londrina afastou ontem, preventivamente, o vereador Jamil Janene de suas funções partidárias, depois que o seu nome foi aditado pelo Ministério Público às ações penais contra parlamentares envolvidos em concussão (extorsão praticada por agente público). A Comissão Executiva também solicita que a Comissão de Ética do partido inicie processo de apuração de possíveis responsabilidades de Janene quanto às denúncias do Ministério Público. O partido deu prazo de 60 dias para seja apresentado parecer sobre o caso.

Além disso, o PMDB ainda retirou a liderança do partido exercida pelo vereador na Câmara de Londrina. Por último, a nota divulga que Janene já se encontra afastado da Comissão Executiva do diretório local do PMDB. E para que não fique dúvidas quanto às suas intenções, a comissão diz que ?apóia, desde o primeiro momento, as investigações do Ministério Público?.

Além de Jamil Janene, no PMDB, o presidente da Casa, Sidney de Souza (PTB), o líder do governo, Gláudio Renato de Lima (PT) e o corregedor Luiz Carlos Tamarozzi (PTB) foram denunciados em ação penal na sexta-feira. A mesma ação já pedia a condenação de Orlando Bonilha (PR), Flávio Vedoato (PSC), Osvaldo Bergamim (sem partido), Henrique Barros (sem partido), Renato Araújo (PP). As denúncias foram feitas por equipe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina. O Ministério Público já pediu o afastamento dos nove vereadores da Câmara Municipal.