Depois da profusão de nomes apresentados à disputa para a direção estadual, aos petistas começam a se organizar para a eleição dos diretórios municipais, que será realizada em setembro, na mesma data da renovação dos diretórios regionais e nacional. Em Curitiba, o deputado estadual Natálio Stica indicou ontem o chefe do seu gabinete na Assembléia Legislativa, Antonio Caetano de Paula Junior, para concorrer à direção municipal. Stica havia sido lançado anteontem candidato a presidente do PT na capital por um grupo de petistas encabeçados pelo ex-vereador Pedro Paulo Costa.

Stica recusou a candidatura e apresentou seu chefe de gabinete para a disputa, justificando que, se eleito, não teria condições de administrar o partido e também cuidar do seu projeto de reeleição. A candidatura de Stica ao diretório municipal fazia parte de um projeto do seu grupo de apoiadores de lançar seu nome para concorrer à Prefeitura de Curitiba em 2008.

Mas Stica disse que seu projeto prioritário, no momento, é garantir o segundo mandato de deputado estadual. E que uma candidatura a prefeito não está fora dos planos, mas depende de outras pessoas da tendência Unidade na Luta, como o deputado estadual Angelo Vanhoni, que já disputou três vezes a Prefeitura da capital. Nas eleições do próximo ano, Vanhoni poderá ser candidato à Câmara Federal.

Além do candidato Stica, o diretório do PT de Curitiba tem outros três interessados em disputar a presidência: os ex-vereadores Adenival Gomes, Nilton Brandão e Pedro Paulo. Após a desistência de Stica, Pedro Paulo resolveu concorrer e teria o apoio dos petistas ligados ao ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Stica disse que a Unidade na Luta, que já preside o diretório de Curitiba, tem cerca de 30% dos votos em Curitiba, o que seria o suficiente para manter o controle do partido na capital.