Diante dos gastos aparentemente elevados, a população deve questionar qual é o retorno que os vereadores dão para a cidade. Há muito tempo, a quantidade de projetos de lei para nomes de logradouros (ruas e praças, por exemplo) se tornou um dos temas mais polêmicos sobre a atividade dos vereadores.

Dos 32 projetos de lei protocolados na Câmara somente neste mês, entre os dias 1º e 25, nove são destinados para nomes de logradouros, um para cidadão honorário e seis para declaração de utilidade pública. Outros onze são de assuntos propostos pelos vereadores, incluindo a redução dos cargos comissionados. Há ainda cinco projetos encaminhados pelo Poder Executivo.

“Os vereadores trabalham muito e tem projetos que não são divulgados. O nome de ruas ou de bens públicos é uma prerrogativa do vereador, do deputado estadual. O nome de rua é importante. São pessoas que tiveram uma história”, defende o vereador Sabino Picolo (DEM).

De acordo com ele, a Câmara quer tornar o trabalho dos vereadores mais eficiente. Diante disto, ele sugere aos parlamentares – principalmente os integrantes de comissões -que vão a campo para verificar as reclamações e necessidades da população. “Eu mesmo falei para que os vereadores peguem os carros, os fotógrafos, convoquem a imprensa, e vão ver a situação do serviço público. Estes recursos estão sendo bem aplicados? Estamos procurando melhorar nosso trabalho e fazer jus a este gasto”, declara Picolo.