O novo diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o brasileiro José Graziano da Silva, defendeu hoje uma “ação mais rápida e efetiva” para garantir a ajuda humanitária para populações vítimas de conflitos regionais, como o que ocorre atualmente na Somália, afetada ainda por uma grave seca.

“Isso não é uma coisa fácil de fazer, nem tenho bala de prata, receita mágica, isso é um papel da ONU, temos de encontrar essa maneira de dar a resposta, não sei antecipadamente, não tenho pudor ou vergonha de dizer explicitamente que não sei qual é a solução”, disse Graziano, em conversa com jornalistas após encontro com a presidente Dilma Rousseff.

“A FAO tem um papel nesses casos, não de protagonista da distribuição de alimentos, essa função cabe ao programa mundial de alimentos, a função da FAO é organizar esse processo, que tem inclusive um grupo de trabalho de alto nível”. Sobre o encontro com Dilma, Graziano lembrou da responsabilidade de atender à expectativa criada. “Estamos justamente passando de um momento de onde o Brasil era receptor de ajuda internacional para um país que quer se credenciar para ajudar os outros países”, afirmou.

Graziano destacou o programa Fome Zero como modelo de iniciativa bem sucedida, ancorado na “participação da sociedade”. “Os programas brasileiros foram construídos com base na participação da sociedade civil; quem acaba com a fome não é o governo, é a sociedade. Isso é o que torna os programas brasileiros tão atrativos no mundo”, comentou.