A CPI do Cachoeira adiou para agosto a discussão sobre visitar o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na penitenciária da Papuda, em Brasília.

Não houve acordo entre os parlamentares sobre a sugestão do deputado Luiz Pitiman (PMDB) para que um grupo de três parlamentares fosse ao presídio. A mulher do empresário, Andressa Mendonça, disse em entrevista à TV Globo que o seu marido está disposto a colaborar com as investigações.

Também não foi discutido hoje (05) na CPI a possibilidade de reconvocar Cachoeira. O deputado Dr. Rosinha (PT) sugeriu que a CPI telefonasse para a direção do presídio para que perguntassem a Cachoeira se ele aceitava receber os parlamentares, mas se corrigiu em seguida e disse que sua sugestão era para se consultasse o advogado do empresário “e não o carcereiro”.

O relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT), também se disse contrário a visitar Cachoeira na penitenciária. A discussão foi adiada após o deputado Miro Teixeira (PDT) pedir para votar esse pedido separadamente de outros requerimentos.

O comando da CPI, então, decidiu retirar a discussão da pauta e a sessão foi esvaziada. “É urgente a necessidade de ouvirmos o Cachoeira, mas não no presídio”, disse o senador Álvaro Dias (PSDB).