Na tentativa de impedir uma nova invasão ao prédio da Câmara Municipal, no Centro de São Paulo, o presidente José Américo (PT) e outros vereadores da base governista montaram uma “operação de guerra” para a audiência com estudantes no fim da tarde desta quinta-feira, 22. O plenário foi trancado, uma claque de sindicalistas ligados ao presidente da audiência e da Comissão de Transportes, Senival Moura (PT), lotou as arquibancadas antes dos estudantes e mais de 100 policiais cercaram o Palácio Anchieta desde cedo. Na entrada todas pessoas tinham de passar por uma revista minuciosa feita por quatro soldados da PM. Mascarados eram proibidos de entrar.

A audiência também ocorreu no auditório externo do Legislativo, ao contrário do que havia sido combinado entre Américo e os estudantes que entraram no prédio na semana passada. O acertado era de que o encontro ocorreria no Salão Nobre, no oitavo andar do palácio. Mas todo aparato para a audiência, com telão e 300 cadeiras extras, foi montado do lado de fora. Pelos corredores dos 13 andares da Câmara havia Pms.

A maior parte dos 2 mil funcionários foi embora antes das 16 horas. Eles receberam um comunicado interno com orientação para todos ficarem longe das janelas de vidro em caso de manifestação – na semana passada manifestantes chegaram a lançar pedras no prédio.

Com todo esse aparato, cerca de 150 estudantes da Assembleia Nacional dos Estudantes (Anel) acompanharam a audiência. Eles pediram para os vereadores apresentarem uma proposta que crie o passe livre estudantil na capital paulista. No palco da audiência, porém, o que se viu foi uma briga entre petistas e tucanos que trocaram acusações sobre as ausências dos secretários de Transportes Metropolitanos do Estado (Jurandir Fernandes) e Municipal (Jilmar Tatto). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.