O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), disse hoje que não haverá retaliação aos prefeitos aliados que optarem por apoiar a pré-candidata petista Dilma Rousseff na campanha presidencial. Porém, o presidente do PSDB-MG, deputado federal Narcio Rodrigues, vem adotando um discurso mais incisivo, cobrando dos aliados e exigindo dos correligionários o apoio ao ex-governador paulista José Serra, pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto.

Mais uma vez, Anastasia foi questionado sobre a possibilidade de em Minas se repetir um fenômeno entre os prefeitos que sugira o voto simultâneo nele e na presidenciável do PT, o que está sendo chamado de “Dilmasia”, espécie de nova versão do “Lulécio” – o voto simultâneo em Lula para presidente e Aécio Neves (PSDB) para governador, que marcou as eleições de 2006 no Estado.

“Veja bem, a política em Minas Gerais é uma política feita sempre com base no entendimento, do convencimento com as ideias, naturalmente sempre foi assim”, observou, lembrando que recentemente acompanhou Aécio numa visita à cidade de Teófilo Otoni, onde a prefeita, a petista Maria José Haueisen, não economizou elogios ao ex-governador tucano.

Segundo Anastasia, a manifestação “mostra e reconhece como o governo de Minas ajudou durante esses anos as prefeituras da oposição”. “Porque somos republicanos, não somos inimigos”, destacou. “E é claro então que é difícil falar em retaliação.”

O governador mineiro afirmou que ele e Aécio estão empenhados na eleição do colega tucano. “Ontem mesmo em Uberlândia, cada vez mais reiterávamos, de modo muito claro, que o nosso grupo tem um candidato a presidente da República, e por ele vamos trabalhar, que é o governador José Serra. Esse será o nosso esforço.”