Paranaguá: gestores de portos discutem combate à praga do mexilhão dourado

Um dos últimos assuntos discutidos no primeiro seminário internacional de Gestão Ambiental Portuária do Brasil, que termina, nesta quinta-feira, em Paranaguá, foi a praga do mexilhão dourado, vinda na água de lastro dos navios que aportam em Buenos Aires e Montevidéu, e que se alastrou pelos rios da Prata, Paraguai e Paraná, além do Guaíba, no Rio Grande do Sul.

A Diretoria de Portos e Costa da Marinha vai reforçar, a partir de outubro, as normas de controle das águas de lastro. De acordo com o assessor ambiental da Diretoria de Portos e Costa da Marinha do Brasil, Gilberto Huet de Bacellar Sobrinho, a proliferação desse tipo de marisco é violenta e ameaça até as turbinas de Itaipu.

Por isso, dentro de dois meses, os portos brasileiros vão exigir que os navios troquem as águas de lastro a, no mínimo, 50 milhas da costa, conforme o novo Regulamento Norman da Diretoria de Portos.

Cerca de 300 representantes de portos da França, Chile, Portugal, Espanha, Uruguai, Venezuela e Bélgica discutiram, nos últimos três dias, problemas e indicaram soluções que conciliam o interesse de expansão das áreas dos portos com a preservação dos ecossistemas.

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