Novas imagens divulgadas pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) nesta segunda-feira (10/11) revelam a formação da supercélula que deu origem ao tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Estado. O fenômeno, um dos mais severos já registrados no Paraná, destruiu cerca de 90% da área urbana do município, deixou seis pessoas mortas e mais de 400 feridas.

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As câmeras da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), instaladas no campus de Laranjeiras do Sul, cidade vizinha, a apenas cinco quilômetros ao norte do epicentro, registraram o avanço da tempestade sobre a região. As imagens mostram a supercélula se formando e cruzando rapidamente o horizonte, até atingir o município de Rio Bonito do Iguaçu em menos de 15 minutos. Assista abaixo:

Segundo o Simepar, o tornado foi causado por uma supercélula, um tipo de tempestade severa que se desenvolve em ambientes com grande instabilidade atmosférica e forte cisalhamento vertical do vento. Isto é: variações bruscas na velocidade e na direção dos ventos em diferentes alturas da atmosfera.

Essas condições favorecem a formação de um mesociclone, uma corrente de ar que gira em espiral dentro da nuvem. Quando o ar quente e úmido sobe rapidamente, o movimento rotacional do mesociclone organiza a estrutura da tempestade e cria as condições ideais para a formação de tornados. Esse processo torna as supercélulas os sistemas meteorológicos mais perigosos e destrutivos registrados na natureza.

Nova categorização

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Após a análise de novas imagens de radar e sobrevoos técnicos, o Simepar reclassificou o tornado de Rio Bonito do Iguaçu como categoria F3 na escala Fujita. Inicialmente considerado F2, o fenômeno apresentou ventos estimados entre 300 km/h e 330 km/h, intensidade capaz de destruir estruturas sólidas, arrancar árvores pela raiz e arremessar veículos.

Além desse evento, o Simepar confirmou a formação de outros dois tornados durante a mesma frente de tempestade. Um ocorreu em Guarapuava, no distrito de Entre Rios, e outro em Turvo, ambos classificados como F2, com ventos entre 200 km/h e 250 km/h. Outras ocorrências suspeitas de tornados ainda estão sendo analisadas pela equipe técnica.

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