Reconstrução

Um ano após incêndio, PUCPR mostra como será novo teatro

esboço em forma de desenho sobre como ficará o prédio da PUC destruído por incêndio.
Novo Teatro da PUC será maior e mais moderno que o anterior. Foto: Divulgação

No dia 15 de abril de 2025, um incêndio de grandes proporções destruiu o Teatro TUCA e parte do Bloco Azul da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba. Um ano após o episódio, a universidade apresentou o plano de reconstrução dos espaços, com previsão de reinaugurações entre o segundo semestre de 2026 e o fim de 2027.

A universidade apresentou a proposta nesta quinta-feira (16/4), seguindo diretrizes já previstas no Plano Diretor de Infraestrutura da instituição. Segundo o diretor de Operações de Negócios da PUCPR, Filipe José Ignês, o projeto parte da concepção original do documento, mas se adapta às condições atuais do bloco atingido.

“Queremos que o ambiente seja moderno e acolhedor, mas que também preserve o passado. Nossa universidade já tem mais de 70 anos e não podemos ir somente para o disruptivo. Precisamos manter o tradicional com a inovação tecnológica”, afirmou. 

Em um cronograma por etapas, a primeira contempla a reforma do Bloco Azul, com projeto arquitetônico assinado por ex-alunos. O térreo, que abriga salas de aula, secretarias e praça de alimentação, deve ser entregue no segundo semestre de 2026. 

Novas estruturas e soluções sustentáveis

Projeção de como ficará o novo TUCA, destruído por incêndio há um ano. Foto: Divulgação

O andar destruído pelo fogo terá estruturas com madeira engenheirada, solução mais sustentável, e concentrará espaços voltados a atividades práticas e inovação, especialmente para cursos da Escola de Belas Artes.

O novo conceito segue o modelo semelhante ao de outras áreas do campus, como o Bloco Amarelo, reformado recentemente para abrigar o Centro de Realidade Estendida. Á proposta é integrar estruturas que hoje estão em anexos externos, como a Maquetaria e o Laboratório de Comunicação, concentrando atividades no próprio Bloco Azul. Essa fase deve ser concluída no início de 2027.

Já o Teatro TUCA será totalmente reconstruído em um novo espaço, ao lado do bloco, onde atualmente funciona um estacionamento. “O TUCA será maior do que era. Anteriormente, tínhamos 680 lugares e estimamos que ficará próximo dos mil lugares”, explica o diretor. A proposta também prevê a criação de uma praça cívica integrada ao teatro, voltada a eventos e atividades ao ar livre. 

A expectativa é que o teatro seja reinaugurado até o fim de 2027. No entanto, para o início das obras, os projetos ainda precisam ser finalizados e submetidos à Prefeitura de Curitiba, responsável pela análise e liberação das licenças necessárias.

Tragédia acelerou plano de modernização da universidade

Prejuízo estimado gira em torno de R$ 50 milhões. Foto: Arquivo/Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

O incêndio teve início durante uma cerimônia do curso de Medicina, no período da noite. Ao todo, 84 bombeiros e 24 caminhões foram mobilizados para conter as chamas e realizar o rescaldo por quase 24 horas. O prejuízo estimado pela universidade gira em torno de R$ 50 milhões.

De acordo com o inquérito da Polícia Científica do Paraná, a causa do incêndio foi o superaquecimento de um fio elétrico, que provocou o aquecimento dos disjuntores do teatro. “O próprio inquérito aponta que era um evento de impossível detecção, mesmo com todos os sistemas da universidade em conformidade com as normas. Trata-se do que se classifica como caso fortuito, em que não há como prever ou evitar totalmente”, explicou o diretor Filipe José Ignês.

Apesar de as revisões estarem em dia, a universidade decidiu reforçar os protocolos de segurança, com aumento na frequência das inspeções elétricas e estruturais em todo o campus. Os novos projetos de reconstrução também já incorporam medidas adicionais de segurança.

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Na avaliação do diretor, o processo de reconstrução deve acelerar investimentos que já previstos. Além disso, a universidade já projetava ampliar a modernização para outros prédios do campus até 2033. “O que pretendíamos fazer em dez anos, queremos antecipar. De forma alguma tivemos um pênalti. Tudo o que estava previsto para o bloco inteiro era planejado até 2028. A ideia é que os próximos anos sejam de mudanças bem impactantes”, conclui. 

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