O guarda municipal Angelo Monteiro foi uma das pessoas beneficiadas, ontem, na Semana da Conciliação que está sendo promovida pelo Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR).

No ano de 2003, ele entrou com uma ação trabalhista contra uma empresa de telefonia com o intuito de receber por desvio de função e adicional de periculosidade.

Há pouco tempo, teve seu caso julgado em última instância e obteve sentença final. Porém, o cálculo do valor devido foi contestado pela empresa e o processo teria que retornar a Brasília (DF).

Graças a uma audiência de conciliação, foi feito acordo e isto não vai precisar acontecer. “Aceitei um desconto de 5% no valor devido e ficou tudo bem. A conciliação foi muito boa, pois sem ela dificilmente meu caso seria resolvido antes do final do ano”, comenta.

Até sexta-feira, em Curitiba, o TRT-PR deve promover cerca de 270 audiências de conciliação, que estarão sendo realizadas por três juízes que compõem a comissão de conciliação da entidade.

Dependendo da situação, um processo na Justiça do Trabalho pode levar anos para ser finalizado. Porém, a conciliação permite acordo entre as partes e faz com que o caso possa ser resolvido em poucos meses.

“As audiências de conciliação fazem parte do dia a dia das Varas da Justiça do Trabalho. Porém, a realização de uma semana dedicada à conciliação faz com que o clima fique bastante propício para que os acordos aconteçam. Das audiências que serão realizadas, esperamos bons resultados em 80% dos casos. A conciliação é o resumo da paz”, diz a juíza Federal do Trabalho, Hilda Nogueira.

A conciliação, segundo a juíza, é boa para todos, servindo para desafogar e diminuir os custos da Justiça. “Através da conciliação, são feitas concessões recíprocas para que os dois lados saiam satisfeitos. Os reclamantes são beneficiados porque têm seus direitos reconhecidos em tempo menor. Já os reclamados têm os passivos trabalhistas solucionados, sendo que os mesmos não são positivos para nenhuma empresa”, declara.