Nesta quinta-feira (27), em que é comemorado o dia mundial da doação de órgãos, a Central de Transplantes do Paraná divulga novas estatísticas do Estado. Os transplantes de coração, rim e fígado cresceram 77,14% em agosto de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, com o destaque para os transplantes de rim que registraram crescimento de 100%.

De acordo com a CET-PR, foram feitos 168 transplantes de rim, 66 transplantes de fígado e 14 transplantes de coração, contra 84, 44 e 12, respectivamente. Desde o início do ano foram 256 transplantes de coração, fígado, rim e pâncreas, sendo que somente no mês de agosto foram 40 procedimentos.

No início do mês de setembro, 1.270 pessoas esperavam na fila por transplantes no Paraná, destas, 1.198 esperavam por um rim, 31 por um coração e 36 por um fígado. A fila de espera pelo transplante de córneas foi zerada, pois, de janeiro a agosto deste ano, foram 727 transplantes desse tipo no Estado.

De acordo com a coordenadora da Central Estadual de Transplantes, Arlene Badoch, o aumento se deve, em grande parte, à melhoria na captação e transporte dos órgãos, às constantes capacitações dos profissionais de saúde e ao trabalho desenvolvido pelas Comissões de Procura de Órgãos e Tecidos para Transplantes. “As equipes estão descentralizadas e organizam a logística da procura de doadores na sua região de abrangência”, afirma.

As comissões atuam na busca ativa de potenciais doadores, trabalhando sempre em parceria com as Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante.

As campanhas feitas pela Central também ajudam a ampliar os transplantes. O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a importância da doação e a seriedade que envolve todas as ações.

“Mostramos que o transplante é um processo transparente, com critérios técnicos, gerenciado por órgão estadual e subordinado ao Sistema Nacional de Transplantes”, afirma a coordenadora. Hoje, no Estado, são 54 serviços credenciados para a realização de transplantes de órgãos e tecidos.

Outro fator que favoreceu o aumento do número de transplantes foi a agilidade das equipes na captação e no transporte dos órgãos. Aviões e helicópteros cedidos pelo Governo do Estado fizeram no ano passado 23 transportes de diversos órgãos.

De janeiro a agosto de 2012 foram 53 transportes e a previsão é chegar a 80 até o fim do ano. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos é feita exclusivamente pela família do doador. Quem quiser ser doador de órgãos, deve avisar a família.