Tempestades

Após tornado em Piraí do Sul, 188 casas seguem sem luz e setor rural cobra agilidade

Após tornado em Piraí do Sul, setor rural cobra agilidade no atendimento às propriedades
Estragos em Piraí do Sul. Foto: Copel

Após o tornado que atingiu Piraí do Sul, nos Campos Gerais, no último sábado (8), o Sistema Faep (entidade que representa o setor do agronegócio paranaense) enviou, nesta segunda-feira (10), um ofício ao Governo do Paraná e à Copel solicitando agilidade no atendimento às propriedades rurais e facilitação no acesso a crédito para viabilizar a retomada das atividades produtivas.

Em nota, o presidente do órgão, Ágide Eduardo Meneguette, afirmou que muitas propriedades rurais tiveram estruturas danificadas ou ficaram sem energia elétrica. Segundo ele, é preciso agilidade para reestabelecer os serviços essenciais e facilitar o acesso ao crédito, garantindo que as famílias atingidas possam retomar as produções.

Além das medidas emergenciais, o Sistema Faep reforçou a necessidade de implantação de mecanismos permanentes de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos.

O tornado atingiu a área rural de Piraí do Sul. Conforme informações da Defesa Civil, pelo menos 20 casas foram afetadas e 20 pessoas ficaram desalojadas.

Na tarde desta segunda, a Copel informou que restabeleceu o fornecimento de energia em 415 clientes em Piraí do Sul. Outras 188 pessoas permanecem sem luz. Os ventos destruíram diversos trechos da rede de energia no município. A Copel contabilizou 16 postes quebrados, 32 pontos com necessidade de emenda de cabos e três transformadores que precisaram ser substituídos.

“Desde o início da ocorrência, a companhia mantém uma operação reforçada com 109 profissionais em campo”, afirma a nota enviada à Tribuna do Paraná. “As equipes seguem trabalhando ininterruptamente até o restabelecimento de fornecimento a todos os consumidores”.

Sistema Faep pede criação de linhas emergenciais de crédito

Entre os pedidos enviados ao Governo do Paraná, a entidade solicita uma resposta integrada ao desastre climático, com medidas de reconstrução, além de apoio técnico, operacional e financeiro às prefeituras dos municípios atingidos — o que inclui não apenas ações imediatas, mas também auxílio para decretar situação de emergência ou calamidade com reconhecimento federal.

No âmbito econômico, o Sistema Faep pede a criação de linhas emergenciais de crédito com condições diferenciadas e de simples acesso. De acordo com a entidade, os recursos poderiam vir da Fomento Paraná, do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) ou de outras fontes estaduais. Os valores seriam destinados à reconstrução de casas, galpões e outras estruturas agrícolas.

O Sistema Faep também requereu uma revisão nas regras do programa Reconstrói Paraná. Segundo a entidade, o enquadramento atual exclui municípios que se encontram em situação de emergência.

Reivindicações para a Copel

No documento enviado à Copel, o Sistema Faep ressaltou que a interrupção prolongada do fornecimento de energia elétrica em áreas rurais pode agravar significativamente os prejuízos causados pelas tempestades.

A entidade solicitou uma mobilização prioritária para atender às propriedades rurais, especialmente aquelas com criação animal em confinamento ou produção leiteira. Também pediu reforço na divulgação dos canais diretos de atendimento do Copel Agro para os produtores atingidos: o telefone 0800 643 7676 e o WhatsApp (41) 3013-8970.

No atendimento da ocorrência, a Copel afirma que mobilizou equipes de inspeção, manutenção e obras. Foram feitos, o levantamento dos danos, substituição dos postes e reconstrução da rede elétrica.

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