Foto: Chuniti Kawamura

Bocaiúva do Sul: cratera de seis metros.

Uma reunião, realizada ontem à tarde na Prefeitura de Bocaiúva do Sul, discutiu maneiras para amenizar os problemas geológicos ocorridos na localidade do Capivari. Participaram do encontro representantes do município, da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e de diversos órgãos estaduais de meio ambiente. O problema ficou evidente na semana passada com o aparecimento de uma cratera de seis metros de largura por nove de profundidade na Rua Gilmar Seccon.

Como um estudo completo sobre as causas ainda está em elaboração, a Sanepar afirmou ao prefeito Ademir Costacurta que vai reduzir a extração de água em seus três poços artesianos que operam na região, além de monitorar com maior freqüência o nível do lençol freático na localidade. Como contrapartida, a empresa recomendou que o trânsito na região mais afetada continue interditado até que as causas sejam devidamente apuradas. De acordo com o diretor-técnico da Minerais do Paraná S/A (Mineropar), Rogério da Silva Felipe, outra medida que deve ser adotada é a substituição do material usado para preencher a cratera, com o objetivo de não prejudicar o fluxo de águas do subsolo no local.

Para o secretário de Obras de Bocaiúva, Eli Mocelin Seccon, a reunião serviu para que os órgãos estaduais atuassem em defesa da Sanepar, tirando a responsabilidade da empresa pela situação no Capivari. ?Parece que a única culpada agora é a Prefeitura, que tem que comprar pedra para tampar o buraco e interditar a rua?.

Uma cratera semelhante à de Bocaiúva, mas com 70 metros de largura por 30 de profundidade, foi descoberta há 40 dias em Almirante Tamandaré, município em que a Sanepar também explora águas do Karst. Apesar do histórico de problemas por conta da exploração, o diretor da Mineropar esclarece que o fenômeno é natural. ?Naquele bolsão do aqüífero não há retirada de água feita pela Sanepar. O ocorrido é apenas um assentamento natural do solo por conta da seca?.