Litoral

Retirada de ostras para consumo é suspensa em Guaratuba após identificação de toxina

A imagem mostra uma ostra aberta segurada por uma mão com luva azul.
A ingestão de moluscos contaminados pode desencadear intoxicação alimentar. Foto: Mark Stebnicki/Pexels

A Prefeitura de Guaratuba informou nesta sexta-feira (23) que a retirada de ostras destinadas ao consumo está suspensa no município do Litoral do Paraná. A suspensão é temporária e motivada pela identificação de toxinas em amostras de ostras cultivadas na região.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) divulgou uma nota técnica informando que foram encontradas concentrações de ficotoxinas do grupo do ácido ocadaico — substâncias tóxicas produzidas naturalmente por microalgas — acima do limite permitido para o consumo humano. As análises laboratoriais foram realizadas no âmbito do Programa Nacional de Moluscos Bivalves Seguros (MoluBiS).

Essa toxina é produzida pela microalga Dinophysis e pode se acumular em moluscos bivalves, como ostras, mexilhões, vieiras e berbigões. O consumo de produtos contaminados com ela pode causar intoxicação alimentar e sintomas como diarreia, náuseas, vômitos e dores abdominais.

Monitoramento no Litoral do Paraná

A Adapar determinou que as ostras das áreas afetadas em Guaratuba não sejam retiradas até que os novos testes do monitoramento laboratorial atestem a segurança do consumo e permitam a liberação, conforme os procedimentos previstos na legislação sanitária.

A agência informou que vai intensificar a fiscalização e a rotina de coletas nos próximos dias para avaliar a evolução das concentrações de ficotoxinas no mar.

O monitoramento da qualidade sanitária de moluscos bivalves no Litoral paranaense é realizado por meio de coletas periódicas de água e organismos marinhos, visando prevenir riscos à saúde pública e garantir a procedência segura dos frutos do mar comercializados no estado.

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