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Paraná

Retrospectiva 2013

Relembre as notícias que marcaram o mês de fevereiro

Mês teve invasão de zumbis em Curitiba e monstro morto em Campo Largo

  • Por Jonatan Silva

Uma mulher de 64 anos desconfiou de um casal que vendia planos funerários e acabou descobrindo que a dupla não passava de golpistas. Kelli Aparecida de Carvalho, 29 anos, e Jean Carlos Fogaça Moreira, 26 anos, fizeram a vítima assinar alguns papéis e prometeram 36 parcelas de R$ 15. No entanto, pouco depois a vítima descobriu que ele haviam feito um empréstimo de R$ 2,6 mil com a sua conta-salário do INSS.

A filha da idosa ficou sabendo do caso e avisou a polícia, que foi até uma agência bancária e prendeu Kelli no momento em que ela sacava o dinheiro do empréstimo. Com a dupla foram apreendidos mais de 10 contratos de pessoas de Curitiba que também haviam caído na lábia dos estelionatários.

Trauma para toda a vida

As filhas de Lorita Orlandi, de 35 anos, que foi assassinada pelo marido a facadas na Cidade Industrial, conseguiram impedir uma segunda tragédia. As meninas, de 8 e 17 anos, acordaram com os gritos da mãe, mas quando chegaram até o quarto dela, Lorita já estava morta e o pai tentava o suicídio.

Elas conseguiram controlá-lo e pediriam a ajuda de vizinhos. Augusto do Rocio Aurélio Muniz, 48 anos, havia ligado pouco antes para a esposa para que ela fizesse um bolo. A polícia acredita que o motivo do crime tenha sido ciúmes, já que Augusto acredita que Lorita saía de casa para traí-lo e não para trabalhar.

Vai passar cerol… na prisão

O dono de um mercado no Alto Maracanã, em Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi preso por vender cerol. No estabelecimento comercial de Isair Brasílio de Oliveira, 51 anos, foram encontrados mais de 170 rolos com o material.

O começo de fevereiro foi difícil também para um funcionário e um cliente de uma loja de salgados na Fanny. Os dois foram baleados por assaltantes que tentavam furtar o estabelecimento. Os dois precisaram ser socorridos com a ajuda de um helicóptero e foram encaminhados às pressas para o Hospital do Trabalhador.

Átila Alberti
Marido e mulher deram um prejuízo de R$ 30 mil para dono de churrascaria. Veja o vídeo com a falcatrua da dupla.

Pecado da carne

Um casal de funcionários de uma churrascaria do Uberaba foi preso depois que o dono desconfiou que eles estivessem desviando carne do estabelecimento. Nelson de Oliveira Camargo, 49 anos, e sua esposa, Melaine Salete de Oliveira, 52 anos, foram presos no momento em que entregavam alguns quilos de carne que roubavam do restaurante. No total, o prejuízo que eles deram chegou a R$ 30 mil.

O depósito de uma livraria no Hauer foi totalmente destruído por um incêndio que atingiu o barracão de 800 metros quadrados durante a madrugada. Um dos 20 bombeiros que tentava apagar as chamas acabou ficando ferido. Ninguém trabalhava no local no momento do incêndio, porém, todos os livros que estavam no local foram queimados.

Casa (im)própria

Os Caçadores de Notícias foram até São José dos Pinhais para mostrar o pesadelo que se transformou o desejo da casa própria par aos moradores do Jardim Roseira. Com o mínimo de infraestrutura, eles enfrentam problemas desde que compraram as casas. Sofrendo com alagamentos, muitos deles pensam em deixar o local, já que perdem móveis e eletrodomésticos em enchentes.

Amor mortal

Sergio Loureiro de Brito, 34 anos, foi morto com três tiros quando chegava em casa, no Jardim Bonfim, em Almirante Tamandaré, na região metropolitana. O assassinato estava relacionado com o fato de ele viver com uma travesti, identificado como Vanessa dos Anjos. Os dois estavam separados há uma semana quando o crime aconteceu, no entanto, a polícia acreditava que outra mulher – ou outro travesti – poderia estar envolvido no caso.

Outro crime passional também teve um desfecho no começo de 2013. Uma mulher infiel, que encomendou a morte do marido em 2007, foi presa junto com dois comparsas. M.S.O., 31 anos, J.S.O, 29 anos, e A.L.A., 24 anos, foram os responsáveis pela morte de Ademir Aparecido Gouveia, 34 anos, assassinado com três tiros, e da irmã dele, morta com um corte profundo na garganta.

Atualização: Ante à informação de que os citados na notícia foram posteriormente absolvidos por decisão da 1.ª Vara Plenário do Tribunal do Júri de Curitiba, seus nomes foram suprimidos.”.

Final merecido

O “Monstro de Campo Largo”, preso há quase 20 anos por estuprar e matar uma menina, teve um fim trágico. Lindomar Castilho Pereira, o Bicudo, foi executado quando chegava para trabalhar em uma empresa na BR-277. Ele ficou 12 anos encarcerado, mas após ser soltou foi espancado em 2012 e foi alvo do atentado fatal em meados de fevereiro de 2013.

Felipe Rosa
Paulo Baier, principal nome do elenco, perdeu um patrocinador com a “lei da mordaça”.

Silêncio

Em fevereiro começou um período complicado para o Atlético, que naquele momento passava por uma situação difícil no Campeonato Paranaense. O elenco rubro-negro estava proibido de dar declarações à imprensa e nenhum jornalista estava autorizado a entrar nos treinos do time. Com a “lei da mordaça”, muitos jogadores perderam patrocínios individuais, como Paulo Baier.

“Kiko” do tráfico

David Willian de Oliveira Finau tentou esconder 84 pedras de crack na boca. O problema é que suas bochechas inchadas chamaram a atenção da polícia, que foi ao encontro do rapaz para descobrir o porquê daquela cena. Os policiais estavam no Sítio Cercado, investigando alguns crimes que aconteceram na região, quando perceberam a atitude suspeita de David.

“Ele parecia personagem de um seriado de TV, e os policiais falaram que ele tinha duas opções, ou engolia ou cuspia”, disse um policial. Ele contou depois que era viciado e, para sustentar o vício, acabou se envolvendo com o “comércio” dos entorpecentes.

Nas ondas do tráfico

Assim como Finau, um DJ do Mercês também não conseguiu esconder que estava envolvido com o tráfico de drogas. Bruno Veiga Pessoa Cazzola, 34 anos, foi preso por investigadores da Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) em seu apartamento. No local também estavam duas jovens sob o efeito de cocaína. A polícia acredita que Cazzola vendia a droga em festas nas quais atuava como DJ.

Mês macabro

O corpo de uma mulher foi encontrado em um matagal em Almirante Tamandaré. A polícia chegou ao local depois de receber uma ligação anônima, informando o crime. Quando os investigadores estacionaram as viaturas, puderam se deparar com o cadáver, que tinha um dos seios decepado e o crânio esmagado. Para a polícia, quem efetuou a ligação foi o próprio assassino, já que a chamada veio da capital.

Outra coisa macabra também assolou Curitiba em fevereiro: mais de 5 mil “zumbis” tomaram as ruas da capital na Zombie Walk. Nem mesmo a chuva fina que caiu naquele domingo impediu que os participantes caminhassem da Praça Osório até as Ruínas do São Francisco.

Felipe Rosa
Participantes da quinta edição abusaram da criatividade. Veja na galeria de fotos como foi a Zombie Walk.

Chuva

Os temporais foram uma constante em 2013. Fevereiro não ficou de fora. Uma forte chuva fez estragos na Grande Curitiba, derrubando árvores e deixando muita gente no escuro. Naquele dia, ventos de 60 km/h foram registrados na capital.

Amigos da onça

Arthur Tavares, 51 anos, comemorava o seu aniversário no Bar da Nane, pertencente a Eliane Andrade dos Santos, 37 anos, sua esposa, na invasão 29 de Outubro, no Caximba, e não imaginava que a f,esta terminaria em tragédia. Após encerrar a “rodada de alegria”, Tavares e sua família se recolheram para dormir – na casa que fica nos fundos do boteco.

No entanto, quatro convidados voltaram e invadiram o local. Eles atiraram na cabeça de Nane e Arthur, e também no casal filhos. Os “amigos” levaram R$ 400 do caixa do bar e mais o celular de Eliane. Quando a polícia chegou, ela conseguiu dizer o nome dos algozes.

Gangue da polícia

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Curitiba desmantelou um esquema de extorsão que contava com a participação de um guarda municipal, um sargento da PM de Fazenda Rio Grande e um delegado aposentado. Duas pessoas reportaram ao Gaeco que o trio exigia R$ 25 mil para não prendê-las por tráfico de drogas.

Átila Alberti
A Justiça concedeu liberdade à doutora Virgínia após 29 dias presa.

Senhora do destino

A ex-chefe da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital Evangélico, Virgínia Helena Soares de Souza, foi presa acusada de antecipar as mortes de pacientes que estavam internados. Segundo pacientes e funcionários, a médica “brincava de Deus” e afirmava estar com “consciência limpa”.

As investigações sobre Virgínia começaram em 2011 e o correm em sigilo, no Núcleo de Repressão aos Crimes contra a Saúde (Nucrisa). Segundo funcionários, pacientes infartados não chegavam a ser levados para UTI. “Quase todo dia havia uma parada cardíaca de paciente do SUS. Eles utilizavam a sigla SPP, que significa “se parar, parou’. Então era assim: SUS, deu uma parada cardíaca, ela gritava: “SPP’”, disse a fisioterapeuta Eliane Campêlo França.

Luto no jornalismo

O ex-diretor de redação de O Estado Paraná, Mussa José Assis, morreu no dia 21 de fevereiro, aos 69 anos. Ele estava internado há 10 dias na UTI do Hospital da Cruz Vermelha. Mussa foi uma figura central no jornalismo paranaense, chegando a chefiar também a Tribuna do Paraná nos anos 60.

Reintegração de posse

Mais de 350 famílias ficaram desalojadas após um processo de reintegração de posse em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. Os moradores do terreno, localizado na Avenida Costa e Silva, na Vila Costeira, afirmavam que haviam sido vítimas de um golpe, já que pagaram mais de R$ 2,5 mil pelos terrenos.

A ação contou com 450 policiais e deixou 1.200 famílias sem ter para onde ir. Muitas pessoas como o lavrador Luiz Leandro dos Santos investiu dinheiro para construir uma casa, mas acabou perdendo tudo, já que máquinas derrubaram cada uma das casas.

Monstro

O pedreiro Sílvio Franco, 45 anos, foi preso acusado de estuprar três vezes, em menos de 24 horas, um menino de 10 anos. Ele tentou lutar contra os investigadores, mas acabou detido. O fato curioso é que Sílvio vestia uma camiseta contra a exploração infantil. A ficha criminal do pedreiro era extensa: ele tinha passagem por homicídio, estupro, furtos e roubos em Curitiba.

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