Segundo o presidente da APP-Sindicato do Paraná, Romeu Gomes Miranda, há sete anos a categoria não recebe reposição salarial. “A maioria dos professores que está aqui ganha em média R$ 300,00, falou Miranda. Ele disse ainda que, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócioeconômicos), o salário deveria estar em R$ 900,00.

Outra reclamação dos aposentados é com relação ao plano de saúde. Miranda explica que desde 1994 o IPE, que atendia os funcionários do Estado, foi sendo desativado e agora estão sem atendimento médico. “Como vamos pagar um plano ou comprar remédios se não houve reposição de salário”, questiona. Para Miranda é uma contradição o governo anunciar o quanto o Paraná começa a arrecadar com a vinda das multinacionais, sendo que nada é destinado aos professores.

Negociação

O presidente do sindicato espera que a manifestação sensibilize o governador e ele chame os aposentados para uma negociação. “Não precisa ser os novecentos reais, podemos negociar”, completou. Janina Leski, 54 anos, estava apostando que com o protesto a categoria fosse ouvida. “Os aposentados comem, precisam de remédio, não podemos continuar assim”, justificou. Tomiko Falleiros, 62 anos, veio de Apucarana para protestar. “Tudo sobe, o gás, a energia elétrica, a gasolina. Agora ainda sem plano de saúde as coisa estão piores. Só queremos justiça”, falou. Elza Okuyama, de Assis Chatobriand, disse que ia passar a noite acordada protestando. “Vale a pena lutar pela classe”, disse. Os aposentados também reclamam que não foram beneficiados com o abono de R$ 100,00 concedido a outros quadros de funcionalismo público estadual. Representantes dos 23 núcleos sindicais estavam presentes na manifestação.