Com a chegada do outono e a previsão de chuvas acima da média, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná reforça o alerta para os cuidados contra a leptospirose. A doença, transmitida pelo contato com água ou lama contaminadas pela urina de animais infectados, principalmente ratos, pode se tornar mais frequente em períodos de alagamentos.
Apesar da queda nos casos registrados no estado – 45 confirmações entre janeiro e março de 2026, contra 116 no mesmo período do ano anterior – a vigilância permanece essencial. O secretário de Saúde, Beto Preto, destaca que a prevenção deve ser redobrada nesta época do ano.
“É uma doença muitas vezes associada a situações cotidianas, como contato com água de alagamento, trabalho com reciclagem e coleta de lixo, banho em rios e córregos”, explica o secretário. Ele recomenda evitar essas exposições sempre que possível e buscar atendimento médico aos primeiros sintomas.
A contaminação ocorre principalmente através da pele lesionada ou mucosas, quando há contato com ambientes contaminados. Em enchentes, o risco aumenta consideravelmente, pois a água arrasta lixo e sujeira misturados à urina de roedores.
Sintomas de leptospirose
Os sintomas iniciais, que surgem entre 7 e 14 dias após a exposição, incluem febre alta repentina, dor de cabeça intensa, dores musculares (especialmente na panturrilha), falta de apetite e náuseas. A semelhança com uma gripe comum pode dificultar o diagnóstico precoce.
Para prevenir a doença, é crucial evitar áreas alagadas. Quando o contato for inevitável, use proteção adequada como botas e luvas de borracha. Após exposição à água de enchente, lave bem as mãos e o corpo com água limpa e sabão. Para limpeza de áreas contaminadas, utilize uma solução de água sanitária (1 litro para 4 litros de água).
O controle de roedores também é fundamental. Mantenha o lixo em recipientes fechados, armazene alimentos adequadamente e, em áreas de alto risco, realize desratização periódica com empresas especializadas.
Em caso de exposição a águas de enchente e surgimento de sintomas, procure atendimento médico imediatamente. O tratamento envolve antibióticos, hidratação e, em casos graves, suporte renal.
