O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 5ª Promotoria de Justiça de Umuarama, instaurou um inquérito civil para apurar um possível corte indevido de árvores e a venda ilegal de madeira no município de Perobal, no Noroeste do Estado. A medida é assinada pelo promotor Fábio Hideki Nakanishi.

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A apuração começou após uma denúncia anônima recebida pelo canal MP Atende, relatando o uso de caminhões, máquinas e servidores públicos para a remoção de árvores em vias públicas sem laudos técnicos ou autorização ambiental. O órgão também investiga a suspeita de que a madeira extraída dos locais urbanos estaria sendo comercializada com empresas privadas sem que os valores arrecadados entrassem nos cofres municipais.

Na portaria de instauração do inquérito, o MPPR solicitou que a prefeitura informe a quantidade exata de árvores cortadas ou podadas em 2025, apresente autorizações ambientais e comprove o destino do material com notas ou contratos. Além disso, o promotor pediu as fichas funcionais e atos de nomeação de quatro servidores municipais e investiga a ligação com empresários da região.

Atraso nas oitivas

Conforme os documentos, a abertura do Inquérito Civil aconteceu no final de agosto e foi motivada pela falta de resposta da administração municipal aos pedidos de informação. O MPPR havia enviado o Ofício nº 1296/2026 em maio e cobrado resposta pelo Ofício nº 1772/2026 em julho, ambos não respondidos pela prefeitura.

As declarações dos investigados listados pelo MP estavam agendadas para a tarde de 15 de setembro. Contudo, uma certidão anexada aos autos afirma que “por acúmulo de demandas na Secretaria, as pessoas indicadas na Portaria de Instauração não foram notificadas para o comparecimento agendado para hoje. Dessa forma, restituo os autos ao Gabinete para ciência e redesignação”.

Por meio de nota enviada à Tribuna do Paraná, o MPPR informou que o procedimento ainda está em estágio prévio. “Dentre as diligências, está determinada a requisição de informações e documentos ao Prefeito de Perobal, bem como a colheita de depoimento dos servidores indicados pelo denunciante como executores dos serviços. Como está em fase inicial, ainda não há prazo estimado para conclusão das diligências. Também não é possível saber de antemão quais medidas poderão ser tomadas, tudo dependerá da apuração dos fatos”, diz a nota.

O que diz a prefeitura

A reportagem procurou a Prefeitura de Perobal e questionou se o corte de árvores contava com a autorização de órgãos ambientais e se houve a comercialização do material. A administração também foi questionada sobre o inquérito aberto pelo MPPR.

Em resposta, a prefeitura disse que está ciente do procedimento e “que tem apurado internamente os fatos. Além disso, qualquer manifestação se dará apenas nos autos do procedimento”, informa a nota.

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