Polícia Federal do Paraná suspende greve

Policiais federais do Paraná suspenderam temporariamente ontem a greve deflagrada pela categoria no último dia 9 de março. Em Curitiba, pela manhã, cerca de quarenta policiais marcaram o retorno às atividades com uma caminhada da sede do Sindicato dos Policiais Federais do Estado do Paraná, na Rua Mauá, à Superintendência da PF, na Rua Ubaldino do Amaral.

Segundo o policial federal e integrante do comando de greve no Estado, Edson Carlos da Silva, os policiais federais paranaenses votaram a favor da suspensão temporária da greve porque o presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha, disse que tentaria intermediar uma negociação entre a classe e o governo federal. “Se não tivermos um canal de negociação, voltaremos a paralisar nossas atividades na próxima quarta-feira”, afirmou Edson. “Até agora, o governo tem se mostrado intransigente e pouco aberto a conversações”.

Reivindicação

Os policiais querem que a Lei 9266/66 passe a ser efetivamente cumprida em todo Brasil. Ela transforma agentes, escrivães e papiloscopistas em profissionais de nível superior. “Quando são realizados concursos para a Polícia Federal, é exigido que os candidatos tenham curso superior. Porém, os profissionais continuam ganhando como se fossem de nível médio”, explicou o representante do comando de greve.

Segundo Silva, o cumprimento da lei culminaria com um reajuste de cerca de 35% no salário dos policiais, que atualmente é de cerca de R$ 2,5 mil, dependendo do tempo de serviço. “O governo nos ofereceu 17% de aumento. A categoria deve aceitar, mas quer negociar o parcelamento do índice restante para os próximos anos”. Atualmente, em todo Brasil, existem cerca de 6,5 mil policiais nas funções de escrivão, agente e papiloscopista. No Paraná, são aproximadamente 350.

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