O pai investigado por chutar a própria filha, de 3 anos, prestou depoimento à Polícia Civil do Paraná (PCPR) e afirmou estar arrependido da agressão. O caso aconteceu no domingo (5), em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Estado, enquanto ele voltava do supermercado com a menina e o enteado, de 5 anos. Segundo o depoimento, ele disse que perdeu o controle porque a criança estava chorando.

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Como o homem se apresentou espontaneamente e o depoimento ocorreu dias após o episódio, a polícia não efetuou a prisão, já que não havia situação de flagrante. A investigação segue em andamento e, ao fim do inquérito, ele poderá ser indiciado por lesão corporal. Caberá ao Ministério Público do Paraná (MPPR) decidir se oferece denúncia à Justiça.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso na terça-feira (7), dois dias depois da agressão, quando as imagens registradas por câmeras de segurança começaram a circular nas redes sociais. A mãe das crianças informou aos investigadores que só soube do ocorrido após a repercussão do vídeo. Depois de registrar a ocorrência, ela deixou a casa onde vivia com o marido e os filhos.

Para garantir a segurança da família, a PCPR solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência em favor da mulher, da menina de 3 anos e do irmão, de 5.

Dono de academia questionou agressor

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As imagens mostram o homem caminhando à frente das duas crianças, carregando sacolas de supermercado. Em determinado momento, a menina cai no chão. Logo em seguida, o pai se vira e desfere um chute contra a criança.

Ao presenciar a cena, o proprietário de uma academia localizada nas proximidades atravessou a rua para repreender o agressor e tentar interromper a situação.

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“Ficamos indignados. Não é uma coisa que estamos acostumados a ver, talvez em filmes, mas presenciar isso pessoalmente foi muito triste. Larguei o que eu estava fazendo e fui chamar a atenção dele”, relatou o empresário em entrevista à RPC TV.

Segundo ele, a discussão mudou de tom quando percebeu que o homem parecia carregar um objeto sob a camisa. Com receio de uma possível reação, decidiu agir com cautela e tentou entender o que havia acontecido. Ainda de acordo com o relato, a menina permaneceu chorando durante toda a abordagem, olhando para o pai.