Saúde

Paciente à espera de transferência é picado por escorpião em hospital do Paraná

Foto: Depositphotos

A espera por uma transferência hospitalar, que já dura mais de 40 dias, ganhou um novo episódio de preocupação para um paciente de 38 anos internado em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. O homem foi surpreendido pela picada de um escorpião na orelha direita enquanto estava deitado no Hospital Municipal Padre Germano Lauck. O animal foi encontrado pela esposa dele sobre o travesseiro.

A dor provocada pela picada foi intensa e se espalhou até o pescoço. O paciente precisou receber anestesia local e medicamentos para aliviar os sintomas. Apesar do susto, a direção do hospital informou que ele não apresentou alterações clínicas relacionadas ao acidente.

O episódio também trouxe à tona reclamações dos familiares sobre a estrutura da unidade. Imagens feitas por eles mostram buracos nas paredes, apontados como possíveis esconderijos dos animais. A suspeita, no entanto, não foi confirmada.

Em manifestação sobre o ocorrido, o hospital afirmou que os ambientes haviam passado por dedetização cerca de 20 dias antes. A administração informou ainda que intensificou os cuidados preventivos após o aparecimento do escorpião.

Acidentes com escorpiões ultrapassam 7 mil no Paraná

Embora o episódio tenha ocorrido dentro de uma unidade hospitalar, o contato com escorpiões representa um problema de saúde pública em diferentes regiões do estado. Somente em 2026, o Paraná contabilizou 7.081 acidentes com esses animais, conforme dados preliminares do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

O aumento da atividade dos escorpiões durante os períodos de calor e chuva exige atenção especial à presença desses animais em ambientes fechados. Pequenas aberturas em paredes, frestas, ralos e locais com acúmulo de objetos podem favorecer sua entrada ou oferecer abrigo.

A intensidade dos sintomas varia de acordo com cada ocorrência. Além da dor no local atingido, a vítima pode apresentar vermelhidão e transpiração. Em situações mais graves, principalmente envolvendo crianças, podem surgir vômitos, agitação, alterações cardíacas e dificuldade para respirar.

O Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa picada procure atendimento médico imediatamente. Dependendo da gravidade, pode ser necessária a administração de soro antiescorpiônico e a realização de exames complementares.

No caso registrado em Foz do Iguaçu, a família segue acompanhando a situação do paciente, que, além de enfrentar o episódio com o animal peçonhento, permanece à espera da transferência hospitalar.

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