Previsão

Novembro terá mais chuva e mudanças bruscas de temperatura no Paraná, prevê Simepar

Imagem mostra um dia de chuva e céu fechado em Curitiba, com pessoas de guarda-chuva passando em uma rua bem escura por causa do tempo fechado.
Foto: Arquivo/Aniele Nascimento/Tribuna do Paraná.

O mês de novembro será marcado por mudanças frequentes no tempo no Paraná. Mesmo com a proximidade do verão, os paranaenses deverão enfrentar períodos de temperaturas mais baixas, intercalados com dias de calor. A chuva também será uma característica do mês, com volumes acima da média histórica em todas as regiões do estado, segundo previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

A expectativa é de que as regiões Oeste, Sudoeste e Centro-Sul registrem os maiores excessos de precipitação em relação aos índices habituais para novembro. Isso não significa, porém, que haverá chuva diariamente. A previsão aponta intervalos de tempo firme entre episódios de instabilidade, alguns deles com possibilidade de temporais.

O comportamento do clima está associado à influência do El Niño, fenômeno que favorece a formação de condições atmosféricas propícias à chuva no Sul do Brasil. A passagem de frentes frias e a atuação de áreas de baixa pressão também terão papel importante nas mudanças do tempo.

“A ocorrência de precipitação estará relacionada principalmente à passagem de frentes frias, à atuação de sistemas de baixa pressão e à formação de áreas de instabilidade. Além disso, o transporte de calor e umidade em direção à Região Sul contribui para intensificar as condições favoráveis ao desenvolvimento de tempestades”, explica a meteorologista do Simepar Bianca de Angelo.

Calor e frio vão se alternar durante novembro

Embora novembro seja um período de aquecimento gradual, as temperaturas médias deverão ficar ligeiramente abaixo dos valores históricos em parte do Paraná. A previsão é de dias quentes interrompidos pela chegada de massas de ar frio, que poderão provocar quedas temporárias nos termômetros.

A maior quantidade de nuvens e a ocorrência de chuva também deverão limitar o aquecimento durante o dia. Com isso, mesmo em uma época de temperaturas normalmente elevadas, algumas tardes poderão apresentar máximas mais amenas.

“Com a aproximação do verão, a tendência natural é de elevação gradual das temperaturas, favorecendo a ocorrência de dias mais quentes. No entanto, isso não significa que o calor será predominante ao longo de todo o período”, afirma a meteorologista.

Segundo Bianca, a frequência das frentes frias será determinante para essa alternância. “A passagem frequente de frentes frias irá provocar quedas temporárias nas temperaturas, em função do avanço de massas de ar mais frio sobre o Paraná. Nessas ocasiões, serão registrados valores abaixo da média histórica para o período”, detalha.

Quanto costuma chover em novembro no Paraná?

Historicamente, novembro registra menos chuva do que outubro no estado. Mesmo assim, os acumulados variam consideravelmente entre as regiões.

Antonina, no Litoral, está entre os locais com maiores volumes históricos de precipitação, com médias mensais entre 200 e 225 milímetros. No extremo oposto aparecem as regiões de Cerro Azul e Rio Negro, onde os acumulados habituais ficam entre 75 e 100 milímetros.

Em Curitiba, Ponta Grossa, Cândido de Abreu e áreas próximas a Paranavaí, a média histórica varia de 100 a 125 milímetros. Já no Sudoeste e nas proximidades de Apucarana, os volumes costumam alcançar entre 175 e 200 milímetros.

No Oeste e em uma faixa que se estende até Londrina e Guarapuava, os acumulados ficam entre 150 e 175 milímetros. Nas demais áreas do Norte e em regiões próximas a Telêmaco Borba e União da Vitória, a média varia de 125 a 150 milímetros.

Esses números representam as referências históricas de novembro, e não os volumes previstos especificamente para 2026, que deverão superar os padrões habituais.

Curitiba terá temperaturas mais amenas que o interior

As diferenças regionais também aparecem nas temperaturas. Curitiba, General Carneiro e Palmas estão entre as localidades com as menores médias históricas de novembro, entre 16°C e 18°C. Nos Campos Gerais, os valores costumam ficar entre 18°C e 20°C.

O cenário é diferente no extremo Oeste e no Noroeste, além da região de Cornélio Procópio, onde as temperaturas médias chegam a 24°C a 26°C. Nessas áreas, as máximas históricas podem superar os 30°C.

Em Londrina e em outras áreas do Norte e Oeste, assim como no Litoral, as médias variam, em geral, de 22°C a 24°C. Já Cascavel, Toledo e Francisco Beltrão apresentam valores próximos de 20°C a 22°C.

As menores temperaturas mínimas costumam ocorrer no Sul, nos Campos Gerais e em parte da Região Metropolitana de Curitiba, entre 14°C e 16°C. No Norte, Noroeste e Litoral, as mínimas médias são mais elevadas, entre 18°C e 20°C.

Quanto às máximas, a Região Metropolitana de Curitiba e o Sul apresentam os menores valores médios do estado, entre 24°C e 26°C. No Litoral e em parte dos Campos Gerais, as máximas habituais ficam entre 26°C e 28°C, enquanto uma extensa faixa do interior registra médias entre 28°C e 30°C.

Apesar das diferenças entre as regiões, a previsão do Simepar indica uma característica comum para novembro de 2026: a alternância entre períodos de calor, quedas de temperatura e episódios de chuva, sem predomínio contínuo de uma única condição de tempo.

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