A obra da Ponte de Guaratuba entrou na reta final com a instalação do último estai, concluída nesta sexta-feira (27). A finalização desta etapa encerra uma das fases mais complexas do projeto e mantém o cronograma de inauguração previsto para abril. Com esta instalação, aproxima-se o momento do chamado “beijo da ponte“, quando os dois lados do tabuleiro finalmente se encontrarão.
De acordo com o Consórcio Nova Ponte, responsável pela construção, o trecho estaiado sustenta a parte central da estrutura e define o principal elemento visual da ponte sobre a Baía de Guaratuba. O sistema garante equilíbrio e segurança ao conjunto. O projeto utiliza 12 pares de estais em cada um dos mastros localizados nos apoios 04 e 05. O último cabo foi fixado no apoio 04, completando o conjunto responsável pela estabilidade do vão central.
As torres de sustentação impressionam com seus 40 metros de altura – medida que supera a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro. O coordenador de Obras do Consórcio Nova Ponte, Carlisandro Silva, detalhou a operação técnica: “Tivemos o processo de lançamento dos 61 cabos na enfiadeira e, posteriormente, entramos com o tensionamento de 100% nas ancoragens para liberar a concretagem da aduela 13.1 e, assim, liberar o beijo”.
A primeira instalação de estai aconteceu em agosto de 2025. Em apenas seis meses, a obra avançou até a conclusão do trecho estaiado. A próxima fase prevê o travamento no apoio 13.1 e a concretagem do vão entre as aduelas, etapa que permitirá o encontro final das estruturas. A previsão indica que o “beijo” ocorra em março.
Os estais são cabos de aço tensionados, conectados ao tabuleiro e às torres. Este sistema transfere cargas verticais e horizontais para os mastros, que direcionam os esforços às fundações por compressão vertical.
Em janeiro de 2026, a construção alcançou 91% de execução. As equipes já concluíram o lançamento das 160 vigas longarinas do trecho pré-moldado, que se conecta ao estaiado. As obras nos acessos seguem em ritmo acelerado, enquanto a ponte entra na fase final de acabamentos, como barreiras rígidas, guarda-corpos e iluminação.
O trecho estaiado adota o método dos balanços sucessivos, técnica que permite avanço gradual e equilibrado da estrutura. A construção parte de cada pilar central e cresce para os dois lados, por meio da concretagem de aduelas moldadas no local.
O aguardado “beijo da ponte” acontece quando os balanços vindos dos apoios 04 e 05 alcançam o centro da baía e se unem por uma aduela de fechamento. Antes da concretagem final, as equipes realizam conferências milimétricas de alinhamento e nível, ajustes na protensão dos estais e monitoramento estrutural contínuo. Após essa etapa, o trecho passará a funcionar como uma única estrutura contínua, conforme previsto no projeto executivo.
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