Ampliação!

Nova taxiway, no aeroporto, de Londrina, recebe projetos e investimento milionário

A taxiway é uma pista utilizada pelas aeronaves para ir ou vir da pista de pouso e decolagem, momento do taxiamento
A taxiway é uma pista utilizada pelas aeronaves para ir ou vir da pista de pouso e decolagem, momento do taxiamento. Foto: Reprodução/Prefeitura de Londrina.

Dentro do pacote de modernização do Aeroporto de Londrina “Governador José Richa”, a Prefeitura recebeu nesta terça-feira (2) os projetos para implantação da nova taxiway, pista utilizada pelas aeronaves para taxiamento entre a pista principal e os terminais. A documentação foi doada pela empresa Pado, representada pelo presidente do Conselho, Alfons Gardemann, e elaborada pela MSE Engenharia com apoio de servidores municipais e da concessionária Motiva.

A nova estrutura permitirá diminuir o tempo de ocupação da pista principal, otimizando processos de pouso e decolagem e ampliando a capacidade técnica e operacional do aeroporto. Segundo os materiais desenvolvidos, a faixa possui cerca de 2 km de extensão e área de pavimentação aproximada de 50.000 m². Os projetos incluem avaliação geométrica, projetos civis de terraplenagem, drenagem e pavimentação, além do projeto de sinalização horizontal e vertical e da especificação do balizamento luminoso.

Com investimento previsto de aproximadamente R$ 70 milhões, a execução da obra ainda depende da definição da origem do custeio. O prefeito Tiago Amaral explicou que existem diferentes possibilidades: recursos federais, aditivo contratual com a concessionária ou verbas estaduais. “Dependo muito dos órgãos técnicos e da ANAC. O que importa para nós é o investimento acontecendo. Acho interessante que isso seja inserido na parceria com a concessionária, até porque lá atrás, quando essa concessão foi feita, nós imaginávamos que isso já estaria contemplado”, destacou.

A implementação da taxiway deve tornar o aeroporto londrinense mais atrativo para companhias aéreas, reduzindo custos operacionais. Atualmente, Londrina opera, em média, 700 voos e movimenta cerca de 50 mil passageiros mensalmente. “As empresas têm que fazer uma escolha de qual é a cidade que ela vai direcionar os seus voos. Quando ela entende que o custo de Londrina é maior, automaticamente, mesmo tendo demanda, ela vai procurar cidades que ofereçam melhores resultados nas operações”, enfatizou Amaral.

O presidente do Conselho da Pado, Alfons Gardemann, relembrou a trajetória de sua família, que chegou ao Brasil em 1963, vinda da Alemanha. “Viemos em três aviões Bonanza, que nos trouxeram do Rio de Janeiro até o aeroporto de Londrina, e fomos acolhidos de braços abertos por essa cidade que, desde então, se tornou nosso lar definitivo. Hoje, esse projeto da nova taxiway é, antes de tudo, um gesto de gratidão”, afirmou.

Gardemann destacou que o aeroporto de Londrina já foi o segundo mais movimentado do país. Com a implantação do ILS, inaugurado em dezembro, e a futura taxiway, a expectativa é recuperar essa relevância no cenário nacional. “Para atração de indústrias de porte, você precisa ter um aeroporto que tenha ILS, essencial para que possa operar em qualquer condição meteorológica”, explicou.

Para a gerente do Aeroporto de Londrina, Daiane Persicotti, a entrega dos projetos representa mais um marco para toda a região. “Eu não sou de Londrina, sou de Curitiba e já cheguei sabendo desse anseio pela cidade e entorno em relação ao ILS. E fiquei impressionada com toda a mobilização”, comentou.

Na apresentação técnica, o diretor e sócio na MSE Engenharia, Wesley de Brito, explicou que a nova pista será implementada paralelamente à pista principal, com distanciamento adequado ao quadro de aeronaves previstas. “O norte de todo projeto foi as normas da ANAC e de todos os órgãos competentes. Vai ter uma movimentação grande de terra, são mais de 500 mil metros cúbicos de importação de solo”, detalhou.

Representando a sociedade civil organizada, o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL), Gerson Guariente, ressaltou que o trabalho coletivo em prol da ampliação do aeroporto vem sendo desenvolvido há quase duas décadas. “Nós temos poucas possibilidades de ter grandes ativos de desenvolvimento e, fundamentalmente, uma delas é o aeroporto. Tiago, é de se reconhecer claramente que sem a sua intensidade para resolver, não teria sido resolvido”, apontou.

Guariente, que também integra a Comissão de Desenvolvimento e Infraestrutura da Região de Londrina, agradeceu aos envolvidos na elaboração dos projetos. “Obrigado à Motiva, por nos escutar. Desde que assumiram a concessão, eles têm as portas abertas para escutar as nossas necessidades, nossos anseios, e eu tenho certeza que estamos construindo um caminho muito correto e muito positivo”, completou.

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