Segurança

R$ 11 milhões: nova Polícia Científica no Litoral promete acabar com atraso em perícias

Novo endereço não foi divulgado. Foto: Arquivo/Gerson Klaina/Tribuna do Paraná.

Uma nova sede da Polícia Científica do Paraná será construída em Paranaguá, no Litoral do estado. O Governo do Paraná vai investir R$ 11 milhões na obra, que terá cerca de 1.200 metros quadrados. O Governo do Paraná ainda não divulgou o endereço da nova unidade nem a previsão de início das obras.

O anúncio foi feito durante a primeira visita ao Litoral desde que o coronel Hudson Leôncio Teixeira reassumiu o comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp-PR). Segundo a pasta, a nova estrutura vai ampliar a capacidade de atendimento em Paranaguá e nos municípios da região.

Atualmente, a Polícia Científica conta com 25 unidades em funcionamento no Paraná. Destas, 20 são unidades técnico-científicas que reúnem serviços do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico-Legal (IML). Em Paranaguá, o novo IML funciona desde 2014, quando o governo o inaugurou após quase cinco anos de obras.

A unidade realiza exames como necropsias, radiologia, armazenamento em câmaras frias e outros procedimentos periciais. Com a nova sede, o número de tipos de exames e serviços periciais disponíveis na região passará para 122, segundo a Sesp. Os peritos da unidade encaminharão os laudos diretamente ao sistema de Justiça.

Tempo de perícias ainda é alvo de críticas

Um levantamento divulgado pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Paraná (OAB-PR), em abril deste ano, mostrou que a demora na produção de laudos periciais ainda é um dos principais problemas apontados pelos profissionais da área jurídica.

Segundo a pesquisa, 21,2% dos advogados classificaram o tempo de realização das perícias como lento ou muito lento. Na área criminal, a avaliação é mais crítica: metade dos entrevistados considera insatisfatório o prazo para emissão dos laudos.

Em contrapartida, apenas 10,6% avaliaram o serviço como rápido ou muito rápido. Além disso, 24,3% dos participantes apontaram a demora entre a nomeação do perito e a entrega do laudo como um dos principais gargalos do sistema. 

De acordo com a Sesp, a nova unidade em Paranaguá deve reduzir o tempo de resposta às ocorrências ao diminuir o deslocamento das equipes e evitar que as equipes encaminhem parte dos exames para outras cidades. A expectativa é que os procedimentos adotados no Litoral sigam o mesmo padrão técnico utilizado nas unidades de Curitiba e do interior do estado.

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