A Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde Pública de Ponta Grossa aguarda o julgamento do mandado de segurança, com pedido de liminar, para que seja oferecido o medicamento Interferon Peguilado para duas mulheres vítimas de hepatite C.

O Ministério Público (MP) ingressou na última sexta-feira com a medida, que já foi recebida pelo juízo local.

O promotor de Justiça Fuad Faraj, que acompanha o caso, explica que, apesar de não estar na lista oficial de medicamentos a serem distribuídos pelo Estado, o Interferon Peguilado foi receitado pelos médicos das duas mulheres. "Elas não podem receber outro tipo de remédio, e o problema está se arrastando. Elas estão sendo prejudicadas, é uma questão de saúde", afirma o promotor.

"Não podemos esquecer que o caso não se limita simplesmente a essas duas senhoras. Qualquer cidadão paranaense corre o risco de pegar hepatite C e o Interferon Peguilado é um dos medicamentos mais eficazes para tratar desta enfermidade. É uma doença complicada, e que deve ser tratada de modo eficaz e com agilidade. As duas senhoras são parte de toda uma população que está sujeita a pegar hepatite C", diz.

Dados apurados pela promotoria apontam que há cerca de 3,2 milhões de brasileiros com hepatite C, doença causada pelo vírus VHC (vírus da hepatite C) e que 80% dos pacientes terminam por desenvolver a forma crônica da doença, que leva à cirrose e câncer hepático.