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Motoristas encaram o medo de dirigir após anos

Advogada conta como fez para perder o medo ao volante após 15 anos de carteira

  • Por Samuel Bittencourt

Tirar a carteira nacional de habilitação (CNH) significa a conquista do direito de dirigir. Porém, para muitos motoristas mesmo após conseguirem a CNH, ainda existem outras barreiras que os afastam do trânsito. Esse é o caso da advogada Mara Regina Fernandes Cassol, que teve que superar o medo de dirigir.

Foram 15 anos, desde 1998 – quando Mara obteve sua habilitação – até que ela finalmente começasse a dirigir. Após assistir a uma palestra sobre medo no trânsito, a advogada resolveu buscar ajuda. “Sentia muito vergonha por ter a carteira e não conseguir dirigir, mas sempre que tentava e sentava atrás do volante, chegava a suar”, lembra.

Mas Mara não é a única. De acordo com dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a amaxofobia, conhecida apenas como medo de dirigir, atinge 2 milhões de brasileiros. Desses, 90% são mulheres. Hoje, habilitada e ativa, Mara acredita que não seria possível superar a fobia se não tivesse buscado tratamento psicológico. “Achava que se saísse com o carro iria acontecer algum acidente, mas depois que fiz o tratamento vou até o Centro da cidade a qualquer hora”, conta.

Para a psicóloga Salete Coelho Martins, especialista em medicina no trânsito, esse medo deve ser tratado como uma doença. “Muitas pessoas que sofrem com esse medo são incentivadas por amigos e familiares a praticar mais e mais, mas não se trata de uma simples falta de habilidade do condutor”, explica. De acordo com a psicóloga, ao tentarem ajudar, familiares e amigos na realidade aumentam a pressão sobre essas pessoas.

A psicóloga revela que o perfil de seus pacientes são pessoas perfeccionistas e que possuem muito medo de serem criticadas. “O medo de fazer besteira e a constante disputa por espaço nas ruas transforma o trânsito em um ambiente hostil para essas pessoas. O primeiro passo para enfrentar essa situação é admitir que possui a fobia e buscar ajuda”, explica Salete.

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