Eles não aceitam mais o fluxo
de caminhões no local.

Moradores do bairro de Santa Felicidade, em Curitiba, promoveram manifestação ontem, durante todo o dia, pela conclusão das obras do Contorno Norte, que no total tem cerca de 32 km de extensão, ligando a Rodovia Régis Bittencourt (BR-116, trecho Curitiba?São Paulo) à BR-277 (trecho Curitiba?Palmeira). Os manifestantes colocaram faixas e cartazes em dois pontos da Rua Francisco Gulin, bloqueando parte da via, e também no viaduto de Botiatuvinha.

Segundo a professora Cláudia Carvalho Leite, a conclusão do contorno vai evitar que caminhões pesados transitem pelas ruas do bairro. “Pelo que sabemos, falta concluir menos de um quilômetro, mas as obras parecem intermináveis”, reclama.

Claudia conta que as ruas do bairro são feitas com antipó e não são preparadas para receber veículos pesados. Por isso, estão cheias de buracos e as calçadas estão todas quebradas. “Os caminhões passam em alta velocidade e os riscos de acidentes são constantes”, denuncia.

Alguns moradores se queixam que suas casas começam a rachar devido ao tremor provocado pela passagem dos caminhões. É o caso da também professora Carla Bernardo Branco. “Em minha casa, as paredes estão rachadas, os vidros estão se partindo e as calçadas estão levantadas”, queixa-se. “Vou gastar um dinheirão para consertar tudo e já penso em pedir indenização aos órgãos competentes.”Outras queixas são os ruídos dos veículos e a poluição.

DER

Segundo o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR), para que as obras sejam concluídas, é preciso pavimentar 5 km da rodovia. Não há previsão de quando isso deve acontecer, pois tudo depende do pagamento de uma dívida da Prefeitura de Curitiba, que deveria honrar uma contrapartida de R$ 8 milhões, conforme prevê convênio firmado com o o Estado. A Prefeitura, por sua vez, alega que o convênio está vencido e precisa ser renovado, por isso os recursos necessários para a obra não estão previstos no orçamento do município. A conclusão das obras deve custar cerca de R$ 8,3 milhões.