A Fundação Pró-Renal de Curitiba realiza hoje uma nova mobilização para avaliar a incidência da doença renal crônica na população do município de Campo Largo. Durante a ação, que faz parte de um estudo científico inédito no País, serão feitos exames de urina e de sangue para averiguar o nível de creatinina.

A mobilização, que conta com o apoio da Secretaria de Saúde de Campo Largo, acontece no Núcleo Integrado de Serviços à Saúde (NISS) III, no centro do município.

No decorrer do dia, os cerca de 50 profissionais envolvidos, entre funcionários e voluntários da Fundação também prestarão orientações a cerca da prevenção da doença renal.

Haverá ainda aferição de pressão arterial, medição de peso, altura e circunferência abdominal. Quem for submetido aos exames ainda preencherá uma ficha com dados históricos e clínicos.

O estudo científico da Fundação Pró-Renal teve início em 2008. Até agora, já foram coletadas 2 mil amostras. A ideia, segundo a coordenadora do estudo científico, Ana Paula Piccoli, é cadastrar 6 mil pessoas em Campo Largo para dispor de um panorama a cerca da incidência da doença renal no município.

“Esses dados poderão subsidiar ações de prevenção que poderão ser implementadas pelo poder público de uma forma mais eficaz, já que, atualmente, a classe médica conta apenas com estimativas de fora do País”, explica Ana Paula.

Já a médica nefrologista Carolina Pozzi revela que, de acordo com a estimativa internacional, 10% da população mundial sofra de algum tipo de patologia renal e desconhece a doença.

A especialista conta que é fundamental estar atendo aos fatores de risco que podem levar a uma doença renal. “Hipertensos e diabéticos apresentam uma maior propensão. Por isso é importante realizar exames periodicamente, ao menos uma vez ao ano, e manter uma qualidade de vida com uma alimentação regular, evitando sal e gordura em excesso, além de praticar exercícios físicos”.