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Loja de caçadores de relíquias tem 8 mil peças

Local tem desde geladeiras até os famosos cofrinhos do Banestado

  • Por Pedro Menck

Aos quatro anos de idade, Adriano José Viana ganhou uma garrafa de refrigerante Crush. Para guardar aquele momento, decidiu não abrir e guardar a bebida. Semanas depois, guardou outro refrigerante. Dessa vez, seu pai guardou uma garrafa de cerveja para acompanhá-lo. Foi assim que começou a história do Caçadores de Relíquias Curityba.

Atualmente Adriano afirma ter entre 8 mil e 10 mil peças no endereço que alugou para armazenar os objetos, no Jardim Gabineto. Antes disso, tudo ficava na casa dos parentes. Há sete anos ele comercializa os itens em uma loja na internet. Há aproximadamente três decidiu alugar o imóvel para atuar também com venda física, para alegria e alívio da família. Chegou a cursar três anos e meio de faculdade de Direito e a trabalhar como pintor e restaurador de veículos. Acidentou-se e ficou um ano parado. No retorno, teve que optar entre voltar ao antigo emprego ou dedicar-se a comprar e vender relíquias.

O local abre às 10h, pois antes disso é o tempo que ele tem para ir atrás do que quer comprar. Apesar de receber bastante gente ofertando objetos, prefere não negociar nada ali, pois afirma que não pode perder o objetivo das viagens. No começo ia batendo de porta em porta, agora já filtra antes de sair de casa. Recebe fotos pela internet, começa a negociar o preço e fecha o negócio pessoalmente. Ele afirma que sabe o preço de todas as peças e que não esquece nenhum detalhe, pois compra cada uma separadamente e não por atacado.

Sobre os valores, Adriano diz que prefere focar no valor sentimental. “Nós não contamos a história do objeto. Cada pessoa pega a peça e lembra alguma coisa. A peça é inanimada, as pessoas é que têm histórias”. Algumas relíquias ele não comercializa. Não tem valor que pague o que ele sente pelas peças. Até por isso, afirma que não força nenhum negócio. “Eu respeito muito quando a pessoa fala não. Eu mudo a minha mente”.

Locação é outro filão

Marco Andre Lima
Aos quatro anos de idade, Adriano ganhou uma garrafa de refrigerante Crush. Veja na galeria de fotos e no vídeo as relíquias.

Por ter muitos objetos rurais, atualmente ele evita fazer compras em chácaras e sítios. Comercialmente é mais vantajoso adquirir objetos vintage. Entre os mais procurados estão: garrafas, copos antigos, móveis de boa qualidade, mamadeiras de vidro e geladeiras, mas os destaques absolutos são rádios e televisores.

Além de comercializar pessoalmente e pela internet, Adriano aluga as relíquias. Pessoas interessadas em fazer uma festa temática, produtores de teatro, propaganda e decorações em geral são exemplos do público que procura os objetos. Em alguns sábados, ele promove o encontro de pessoas em frente ao estabelecimento, tudo regado a rock and roll. Em algumas ocasiões, bandas se apresentam no local, inclusive os interessados podem entrar em contato diretamente com o proprietário.

Veja na galeria de fotos e no vídeo as relíquias.

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