Em ação conjunta das polícias Civil, Militar e Federal e de outros órgãos públicos, foi lançada, ontem, no Palácio Iguaçu, em Curitiba, a operação Sigla, uma força-tarefa de combate à pirataria, que cobrirá todas as regiões do Estado. Tendo início no Paraná, a operação se entenderá para mais quatro estados brasileiros. A iniciativa partiu do próprio governo e conta com o apoio da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) e Business Software Alliance (BSA).

Além do governador Jaime Lerner e das envolvidas na operação, entre elas o secretário da Segurança, José Tavares, estavam presentes o padre Marcelo Rossi, Sandra de Sá, Frejat, a banda Jota Quest, Xandy, presidentes de gravadoras, produtores de vídeo e representantes de entidades de direitos autorais.

Em seu discurso, Lerner explicou que o projeto prevê ações de conscientização e repressão à prática de pirataria. O governador enfatizou a importância do controle da falsificações de softwares como incentivo à Cultura Nacional. Ele comparou a iniciativa, ao programa de reciclagem do lixo, programa que começou em Curitiba, durante sua gestão na Prefeitura.

O comandante da PM do Paraná, coronel Foltran, explicou que a operação combaterá o crime organizado com blitze. Segundo ele, há um plano detalhado que não pode ser divulgado por medida de segurança.

Tavares informou que o Gralha Azul, o programa de combate à pirataria no Paraná, já conseguiu excelentes resultados principalmente na região de Foz de Iguaçu. Tavares explicou que a falsificação não gera empregos nem beneficia a população, a não ser há um pequeno número.

O padre Marcelo pediu que não fosse usado o termo pirataria, segundo ele é simpático às crianças, substituindo por falsificação. Os dois ex-participantes do programa Fama, da TV Globo, Tony Francis e Vanessa Jackson, apesar de estarem a pouco tempo no mercado artístico, também se sentem prejudicados e pedem ao público que não comprem CD falsificados.