Clima

Por que o inverno de 2026 será mais quente e chuvoso no Paraná?

Imagem mostra três pessoas andando em um dia de chuva, com guarda chuva vermelho e rosa.
Segundo o Simepar, o Inverno 2026 terá volumes de chuva acima da média e temperaturas ligeiramente mais altas. Foto: Átila Alberti / arquivo Tribuna do Paraná.

O inverno no Paraná é historicamente conhecido por ser a estação mais fria e seca do ano. No entanto, em 2026, os paranaenses devem se preparar para um cenário bem diferente. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação — que começa oficialmente neste domingo (21), às 5h24 — terá volumes de chuva acima da média e temperaturas ligeiramente mais altas.

Mas por que essa mudança drástica vai acontecer? O culpado: O retorno do El Niño

A grande engrenagem por trás desse inverno atípico é o El Niño, fenômeno meteorológico de larga escala. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA confirmou que as condições do fenômeno já estão ativas no Oceano Pacífico equatorial, com o aquecimento das águas ultrapassando os 0,5°C desde maio.

Esse aquecimento enfraquece os ventos alísios e altera toda a circulação atmosférica global.

No Paraná, o impacto direto do El Niño se traduz em mais chuva, com aumento na frequência de sistemas frontais, gerando volumes de precipitação acima da média histórica durante toda a estação.

Além disso, o fenômeno El Niño gera menos frio extremo, pois o bloqueio atmosférico diminui a amplitude térmica. As massas de ar polar vindas da Antártica perderão força, resultando em geadas menos generalizadas.

Outro ponto em questão são os termômetros em alta. O frio começa a recuar já em agosto e, em setembro, as temperaturas devem ficar acima da média.

Preparação e mitigação de riscos

Como o El Niño aumenta o risco de eventos extremos, o Governo do Estado afirmou já ter acionado um plano de contingência, assim como Curitiba e cidades da região metropolitana. O Simepar está expandindo sua equipe e adquirindo novos radares meteorológicos e boias oceanográficas por meio dos programas Monitora Paraná e Monitora Litoral.

A Defesa Civil Estadual já realizou simulados de desastres em cidades litorâneas e orientou os municípios a limparem galerias e revisarem áreas de risco. O foco total está em mitigar os impactos de possíveis enxurradas e alagamentos causados pelo inverno superchuvoso.

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